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08/03/2009 - 22h01

Japão registra primeiro déficit em conta corrente em 13 anos

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TÓQUIO, Japão, 8 Mar 2009 (AFP) - O Japão registrou um déficit em conta corrente de 172,8 bilhões de ienes (1,8 bilhão de dólares ou 1,4 bilhão de euros) em janeiro deste ano, o primeiro em 13 anos, num momento em que a recessão global afeta pesadamente as exportações do país e os rendimentos de seus investimentos feitos no exterior, segundo números oficiais.

Foi o primeiro déficit desse tipo desde janeiro de 1996, informou o governo.

Em janeiro de 2008, o Japão havia registrado um excedente de 1,164 trilhão de ienes.

As exportações caíram 46,3 por cento em relação a um ano antes, situando-se em 3,282 trilhões de ienes, e o índice que calcula os rendimentos dos investimentos japoneses no estrangeiro recuou 31,5 por cento.

No final de fevereiro, o Japão havia anunciado uma queda sem precedentes de 10% de sua produção industrial entre dezembro e janeiro, sendo que só a produção do setor automobilístico caiu 41%. As exportações desabaram 45,7% em um ano, e o consumo das famílias registrou uma queda de 5,9%.

A boa notícia no país foi o recuo na taxa de desemprego, que baixou para 4,1% em janeiro, contra 4,3% em dezembro, surpreendendo os economistas, que previam um forte aumento no índice.

Os economistas antecipavam, em média, que a taxa de desemprego atingiria 4,6% em janeiro, segundo pesquisa realizada pelo jornal Nikkei.

No final de dezembro, o Japão somava 2,77 milhões de desempregados, uma alta de 8,2% em relação ao ano precedente, para uma população economicamente ativa de 65,69 milhões de pessoas, segundo o governo.

A recessão na economia japonesa, que pode levar o país a perder 4,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, parece a pior desde a Segunda Guerra Mundial, na visão da agência de classificação financeira Standard & Poor's (SP).

As perspectivas da maior economia asiática, a segunda do mundo atrás apenas dos Estados Unidos, "continuam sendo sombrias, com outra contração interanual de dois dígitos prevista para este trimestre", afirma um relatório da SP.

"O Japão parece muito provavelmente destinado a sofrer sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial", afirma o analista da SP Takahira Ogawa.

"O clima de negócios para as empresas japonesas está se deteriorando dramaticamente em meio a uma grave redução da demanda", acrescentou.

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