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11/03/2009 - 14h26

EUA confirmam mensagem de protecionismo comercial frente à AL

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WASHINGTON, EUA, 11 Mar 2009 (AFP) - Os Estados Unidos voltaram a confirmar nesta semana sua tendência ao protecionismo comercial com leis orçamentárias e declarações que afetam diretamente dois de seus principais aliados na América Latina, México e Colômbia.

O governo de Barack Obama está estudando com atenção os detalhes do acordo de livre comércio com a Colômbia, assinado há mais de dois anos e pendente de aprovação no Congresso, e considera que o da Coréia do Sul deve ser renegociado, declarou nesta segunda-feira o responsável eleito para representar Washington em negociações comerciais, Ron Kirk.

"Vamos fazer uma revisão muito clara de todos os acordos pendentes para nos assegurarmos de que reúnem todos os critérios que o presidente indicou", explicou Kirk durante uma audiência de ratificação em seu cargo do Representante de Comércio (USTR) no Congresso.

Obama nunca escondeu, antes de chegar ao poder, uma posição muito mais fria com relação ao livre comércio do que seu antecessor, George W. Bush, que assinou pessoalmente 14 acordos (TLC), o último apenas dias antes de deixar o cargo, com o governo do Peru.

Kirk confirmou nesta segunda-feira algo que já havia sido desenhado por outros democratas: apesar de o tratado de livre comércio (TLC) com a Colômbia ter sido negociado antes, o governo Obama está disposto a levar adiante primeiro o acordo com o Panamá.

O acordo com o Panamá "é o que está mais perto de ser aprovado", disse Kirk.

"Com relação à Colômbia, não posso me comprometer com um calendário", acrescentou.

Os assassinatos de sindicalistas na Colômbia foram denunciados durante anos por organizações de direitos humanos americanos, por ativistas e membros da ala esquerda do Partido Democrata, e o próprio Obama manifestou suas reticências em público ao longo de 2008.

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, reconheceu em sua última visita a Washington em janeiro que precisava de muita paciência e perseverança para confirmar o TLC que, ironicamente, favorecia na realidade a entrada de produtos americanos em seu país.

A Colômbia já goza de boas preferências tarifárias nos Estados Unidos por fazer parte do grupo de países andinos.

Com o México, o ambiente comercial tem um aspecto mais embaraçoso.

O Senado aprovou na noite de terça-feira um orçamento para 2009 que eliminou a possibilidade de caminhões mexicanos poderem cruzar livremente a fronteira, uma luta que remonta a inícios dos anos 80.

O Congresso americano emitiu há poucas semanas um sinal de uma nova tendência comercial ao adotar a polêmica cláusula "Buy American" dentro de seu pacote de estímulo econômico.

O governo de Obama garantiu depois que esta cláusula não entraria em conflito com seus compromissos internacionais dentro da OMC (Organização Mundial do Comércio).

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