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13/03/2009 - 10h50

China disposta a injetar mais capital para estimular sua economia

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PEQUIM, China, 13 Mar 2009 (AFP) - A China está disposta a injetar novos capitais em sua economia se a crise se agravar, mas confia ainda em seu plano de reativação para cumprir com os objetivos de crescimento, assegurou nesta sexta-feira o primeiro-ministro Wen Jiabao.

Apesar de refutar os rumores que apontam para a preparação de um novo pacote de reativação, o premier reconheceu que as autoridades estão "prontas para a eventualidade de maiores dificuldades".

"A qualquer momento poderemos apresentar políticas de estímulo da economia", destacou Wen Jiabao depois da sessao anual do Parlamento em Pequim. "Temos munições para isso", acrescentou.

Mas, antes disso, Pequim quer constatar o impacto de seu plano de reativaçao de quatro trilhões de iuanes (583 bilhões de dólares) anunciado em novembro.

"Tudo dependerá de como vão evoluir as coisas", destaca Wang Qing, da Morgan Stanley, que não espera um novo anúncio antes que as estatísticas econômicas do primeiro trimestre permitam avaliar a situação.

Wen Jiabao destacou a amplitude do plano já existente, e precisou que, além disso, é preciso aplicar outras medidas fiscais e sociais, como o amplo projeto de reforma do setor de saúde, avaliado em 850 bilhões de iuanes em três anos.

O premier insistiu na questão da confiança, mas não pareceu de todo seguro ao falar das metas de crescimento da China em 2009.

"Todo mundo se preocupa em saber se podemos alcançar o objetivo de cerca de 8% de crescimento (do Produto Interno Bruto). Acho que será difícil alcançar este objetivo", admitiu.

Segundo os economistas, essa porcentagem é o limite necessário para evitar uma degradação da situação trabalhista.

No entanto, a China, muito preocupada pela estabilidade social, viu recentemente como 20 milhões de operários que emigraram para os centros industriais perderam seus empregos e tiveram que votar para suas regiões rurais. A atividade manufatureira se viu atingida pela queda das exportações, que, em fevereiro, caíram 25,7% ao ano.

No quarto trimestre de 2008, o PIB chinês só cresceu 6,8%, com o que a economia do gigante asiático cresceu ao todo no ano 9%, muito abaixo dos 13% obtidos em 2007.

Apesar de muitos analistas apontarem para uma melhoria no segundo semestre de 2009, aas previsões são, na maioria dos casos, inferiores às do governo, e em alguns casos estão abaixo dos 6%.

No entanto, a China, que está relativamente pouco endividada, conta com um "colchão confortável" de 2 trilhões de dólares em reservas de câmbio e não tem que combater a crise na frente da economia real e no setor financeiro, ao contrário das esconomias ocidentais, destacou, por fim, o primeiro-ministro.

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