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13/03/2009 - 12h00

Premier japonês encomenda novo plano de estímulo econômico

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TÓQUIO, Japão, 13 Mar 2009 (AFP) - O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, determinou nesta sexta-feira que o partido do governo elabore um novo plano de reativação, o terceiro desde o outono (hemisfério norte) passado, para tentar tirar da recessão a segunda economia mundial.

Aso fez o pedido em uma reunião com dirigentes do Partido Liberal Democrata (PLD), a formação de direita no poder.

O primeiro-ministro não revelou detalhes sobre o valor nem sobre os setores que receberão investimentos públicos. Ele se limitou a afirmar que o plano será elaborado com a ajuda de analistas independentes e será aplicado durante vários anos.

Um dirigente do PLD, Yoshihide Suga, indicou que o novo plano deverá contemplar gastos da ordem de 20 a 30 trilhões de ienes (205 a 307,5 bilhões de dólares).

O governo japonês já anunciou dois planos de reativação econômica, totalizando 50 trilhões de ienes (500 bilhões de dólares), com o objetivo de manter a liquidez no país.

O ministro nipônico das Finanças, Kaoru Yosano, declarou ao jornal Financial Times que o país deseja que o G20, que se reunirá no dia 2 de abril em Londres, privilegie os pacotes de estímulo para tirar a economia mundial da recessão.

O Japão se une assim à posição de Washington, que pede aos demais países a prioridade dos planos de reativação para superar a crise.

Os europeus, mais inquietos com os déficits orçamentários, preferem que a reunião das principais economias desenvolvidas e emergentes priorize a reforma da regulamentação do setor financeiro.

O Japão vive sua pior crise econômica desde a II Guerra Mundial, sufocada pela queda nas exportações, diante do naufrágio da demanda mundial.

A economia japonesa sofreu uma contração de 3,2% no quarto trimestre de 2008 em relação ao trimestre anterior e 12,1% em relação ao mesmo trimestre de 2007, ficando um pouco abaixo do anunciado anteriormente, segundo dados oficiais revisados publicados na quinta-feira.

A primeira estimativa, publicada em 16 de fevereiro pelo governo, falava em uma queda do PIB de 12,7% ao ano e de 3,3% na comparação com o trimestre anterior. Mesmo revisada, a contração da segunda economia mundial entre outubro e dezembro continua sendo a pior em 35 anos.

Este recuo do PIB no terceiro trimestre consecutivo foi o mais forte desde a queda de 13,1% ao ano (baixa de 3,4% em um trimestre) registrada no primeiro trimestre de 1974, em pleno choque do petróleo.

A revisão em leve alta pode ser explicada essencialmente por um aumento dos estoques nas empresas maior que o previsto, assim como por investimentos públicos maiores (alta de 0,1% em relação ao trimestre anterior, em vez de queda de 0,6%), explicou o governo.

A queda das exportações, além disso, foi um pouco menor do que a calculada inicialmente (-13,8% em vez de -13,9%).

Os investimentos privados foram, ao contrário, revisados em baixa (-5,4% em vez de -5,3%). O consumo das famílias não foi revisado (-0,4%).

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