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13/03/2009 - 18h02

Washington a Pequim: continuem nos emprestando, não vão se arrepender

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WASHINGTON, EUA, 13 Mar 2009 (AFP) - Fiquem tranquilos, seu dinheiro está bem colocado, respondeu nesta sexta-feira Washington às preocupações de Pequim sobre o destino de centenas de bilhões de dólares aplicados pela China nos Estados Unidos e que permitem ao governo americano financiar um déficit recorde no orçamento.

"Não existe aplicação mais segura no mundo que investir nos Estados Unidos", declarou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em entrevista à imprensa.

Antes, o assessor econômico do presidente Barack Obama, Lawrence Summers, assegurou à China que Washington é um "zeloso guardião do dinheiro investido", reagindo, assim, à preocupação de Pequim sobre os investimentos feitos em bônus do Tesouro americano.

"Existe um compromisso que o presidente deixou bem claro, de que precisamos ser zelosos guardiães do dinheiro que investimos".

A China está preocupada com o dinheiro que aplicou nos Estados Unidos, devido ao impacto da crise financeira mundial, declarou nesta sexta-feira o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

"Já emprestamos muito dinheiro aos Estados Unidos. É claro que estamos preocupados com a segurança de nossos ativos", disse Wen na tradicional entrevista coletiva organizada no último dia da sessão anual do Parlamento em Pequim.

"Para ser sincero, estou um pouco preocupado. Quero pedir aos Estados Unidos que cumpram sua palavra e seus compromissos, preservando a segurança dos ativos chineses".

Wen lembrou que seu país é o maior credor dos Estados Unidos, "a maior economia mundial, e estamos muito atentos ao desenvolvimento econômico" dos americanos.

Apesar dos temores, o premier chinês disse que confia "na série de medidas econômicas adotadas pelo presidente (Barack) Obama para combater a crise financeira".

Em setembro passado, a China superou o Japão como o maior credor dos Estados Unidos, e em dezembro detinha 727,4 bilhões de dólares em bônus do Tesouro.

Wen Jiabao estimou que será muito difícil, mas não impossível, obter um crescimento de 8% este ano na China.

Prevendo um déficit colossal de 1,752 trilhão de dólares para o exercício fical 2008-2009 que finaliza em setembro, agravado por medidas excepcionais tomadas para sustentar a economia americana, a Casa Branca dificilmente pode prescindir do apoio financeiro chinês.

Summers reiterou o compromisso do governo Obama de "fazer com que as finanças da Nação retornem a um nível sustentável quando a economia americana retomar o crescimento".

O projeto de orçamento apresentado no final de fevereiro pela Casa Branca inclui o compromisso de reduzir o déficit americano a 3% do Produto Interno Bruto em 2013 contra os 12,3% esperados para o atual exercício.

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