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16/03/2009 - 14h27

EUA: indústria em declínio se afunda cada vez mais na crise

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WASHINGTON, EUA, 16 Mar 2009 (AFP) - Os dados publicados nesta segunda-feira nos EUA reforçam a impressão de um declínio acelerado da indústria americana, que não consegue se livrar da profunda crise em que está mergulhada há mais de dois anos.

A produção industrial americana sofreu em fevereiro sua quarta queda mensal consecutiva, chegando ao piso de 2002, enquanto o setor manufatureiro se enfraquece com a recessão.

Com as migrações de fábricas para outros países e as reestruturações, a indústria não gera mais que um quinto do PIB americano.

A produção industrial caiu 1,4% em fevereiro em relação a janeiro, segundo dados ajustados de acordo com as varizações sazonais, um pouco mais que o consenso dos analistas de queda de 1,3%, segundo o Federal Reserve (Fed, BC americano).

A produção industrial caiu em fevereiro a seu nível mais baixo desde abril de 2002, ficando 11,2% abaixo da produção do ano anterior. A produção do setor automobilístico, que simboliza melhor esta queda, perdeu 35,8%.

"Quando a indústria vai se estabilizar? Eu não estou falando de retomada, eu estou perguntando apenas quando a baixa vai parar. E então, isso não parece estar prestes a acontecer", afirmou o economista Joel Naroff.

Com a queda da produção, a taxa de utilização das capacidades industriais caiu, ficando em 70,9%, ou seja, o mesmo patamar da fase anterior à profunda recessão, em dezembro de 1982. Além disso, está 10% abaixo da média de 1972 a 2008", indicou o Fed.

"Os dados mensais são vagos, mas a tendência é claramente de queda", segundo Ian Shepherdson, economista da High Frequency Economics.

"Não haverá alívio enquanto os estoques estiverem aumentando rapidamente e as exportações estiveram caindo", disse.

Os EUA não detêm o monopólio de uma indústria em crise. Outros gigantes compartilham as mesmas dificuldades, como o Japão, com uma produção industrial em queda de mais de 30% em janeiro em relação a um ano antes, a Alemanha, com queda de mais de 15%. Até na China o crescimento está desacelerando.

Nos Estados Unidos, as consequências da crise estão se acumulando e os operários estão perdendo seus empregados cada vez mais rapidamente.

"Depois de ter caído a seu nível histórico mais baixo em janeiro, a proporção de fábricas abertas e em funcionamento, que é medida desde 1948, recuou 0,5 ponto em fevereiro, para 67,4%", destacou o Fed.

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