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16/03/2009 - 16h59

Indústria de jornais impressos dos EUA perto de uma "queda livre", diz estudo

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WASHINGTON, EUA, 16 Mar 2009 (AFP) - A indústria dos jornais impressos nos Estados Unidos está atravessando uma fase perigosa, a pior desde que começou a ser feito um estudo sobre o assunto há seis anos.

O Projeto para a Excelência em Jornalismo do Centro de Investigações Pew informa em seu relatório 2009 que o estado dos principais meios é "sombrio".

No entanto, "ainda não subscrevemos a teoria de que é iminente a morte dessa indústria", uma vez que "durante todo 2008 continuou sendo rentável".

"Mas a profunda recessão já ameaça os jornais mais débeis", advertiram. A pergunta agora é, segundo os autores, se "os jornais podem encontrar a forma de converter sua crescente audiência on-line em receita suficiente para sustentar a indústria antes que a crise se aprofunde ainda mais".

O informe Pew assinala que no ano passado convergiram dois acontecimentos que "encurtaram o tempo que restava ao jornalismo para reinventar seu modelo de negócios e assegurar seu futuro financeiro".

"Em primeiro lugar, a migração para a internet se acelerou substancialmente em 2008 (...), mas a receita com publicidade se manteve, e nos jornais, foi reduzida. Em segundo lugar, a recessão golpeou o mercado da publicidade e desviou a atenção de novas fontes".

"O resultado", prossegue o estudo, "é uma indústria diminuída, com menos tempo e recursos para financiar a transição".

"Por outra parte, a noção de que o jornalismo tradicional está à beira da extinção é exagerada", assinala. "A morte dos diários não é iminente, apesar das notícias de quebras e até de alguns fechamentos".

"Até jornais cujas empresas estão em bancarrota são rentáveis, embora as receitas caíram 14% ano passado e 23% em dois anos". Além disso, "a indústria perdeu 10% dos trabalhos realizados em suas redações, ano passado (...) Para 2009, terá desaparecido um quarto desses em relação aos que existiam em 2001".

Embora alguns diários americanos estejam abandonando a imprensa para voltar-se para a internet, "a mutação para 100% digital não parece que vá se ampliar logo".

As revistas ou semanários também enfrentam um futuro nada promissor. "Menos de um quarto dos americanos adultos dizem que leram uma revista de qualquer tipo no dia anterior, atrás de um terço em 1994", destacou o informe.

Também estão com problemas os noticiários locais de televisão: "na televisão, as equipes de notícias são muito pequenas para cobrir adequadamente suas comunidades, e estão sendo objeto de poupança".

No entanto, há uma luz na televisão a cabo, com seus "ratings" aumentando em média 38% em 2008 e os lucros, 33%.

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