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17/03/2009 - 06h21

FMI considera moeda chinesa muito desvalorizada

O diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta quarta-feira em um discurso no Parlamento Europeu, em Bruxelas, que a moeda chinesa, o yuan, está "muito desvalorizado.

"Em alguns casos é inevitável que as taxas de câmbio tenham que ser valorizadas para lutar contra os desequilíbrios atuais da economia mundial", declarou Strauss-Kahn.

"Este é o debate bem conhecido sobre a China e o valor do yuan. A opinião do FMI continua sendo a de que está muito desvalorizada", completou.

Para o francês, a "lógica" do reequilíbrio da economia mundial pede uma valorização do yuan, o que será possível com um crescimento chinês estimulado ainda mais pela demanda interna e o consumo, e menos pelas exportações e produtos baratos.

Mais cedo, o Banco Mundial (Bird) recomendou a China que libere uma valorização da moeda para conter as pressões inflacionárias. Ao mesmo tempo, a instituição anunciou a previsão de um crescimento mais forte que o esperado para este ano da terceira maior economia do planeta, de 9,5%.

"Fortalecer a taxa de câmbio pode ajudar a reduzir as pressões inflacionárias e reequilibrar a economia", afirma o relatório trimestral do Bird sobre a economia chinesa.

"Uma taxa de câmbio forte faz parte do arsenal de meios para contra-atacar a inflação e os fluxos de capital entrante", destacou Hansson Ardo, economista do Banco Mundial.

Respaldada pela recuperação das exportações e por um crescimento de 8,7% em 2009, apesar da crise internacional, a China enfrenta crescentes pressões dos sócios comerciais, em particular Estados Unidos e União Europeia, para permitir que o yuan retome o caminho de alta.

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