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18/03/2009 - 12h10

Presidente da AIG diz que foi obrigado a pagar os bônus e admite erros

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WASHINGTON, EUA, 18 Mar 2009 (AFP) - O presidente executivo da seguradora americana AIG, Edward Liddy, afirmou ao Congresso nesta quarta-feira que não tinha outra opção legal a não ser pagar milhões de dólares em "bônus desagradáveis", segundo suas palavras, mas afirmou que está aprendendo com seus erros.

"Foram cometidos erros na AIG numa escala que poucos podiam ter imaginado que seria possível", afirmou, em uma declaração preparada em uma audiência ante a Câmara de Representantes.


O presidente executivo designado pelo governo afirmou que sua nova equipe de direção está trabalhando duro para reestruturar a AIG a fim de reembolsar aos contribuintes americanos os 180 bilhões de dólares emprestados.

"Para poder fazer isso, devemos continuar cuidando de nosso negócio como um negócio", afirmou.

"Como consequência disso, e como consequência de algumas obrigações legais, a AIG realizou recentemente uma série de pagamentos compensatórios, alguns dos quais considero desagradáveis", acrescentou.

Em um artigo publicado no jornal Washington Post nesta quarta, Liddy admitiu erros cometidos pela empresa salva da falência pelo governo,

A revolta com o resgate da AIG por parte do governo, assim como o crescente aumento de pedidos de responsabilidade "é compreensível, e eu compartilho", escreveu Liddy.

"Estou consciente da ofensa do povo americano e do pedido do presidente por um sistema de compensações mais moderado. Também sou consciente de que cada decisão que tomamos na AIG tem consequências para o contribuinte americano".

O governo demandou a American International Group (AIG) o reembolso de 165 milhões de dólares pagos em bônus aos executivos depois que a empresa recebeu uma ajuda financeira urgente superior a US$ 170 bilhões.

Os bônus foram pagos na unidade de produtos financeiros, a divisão da AIG responsável pelo quase colapso da companhia.

"Não tenham dúvidas: se eu fosse o diretor executivo na época, eu nunca teria aprovado estes contratos de retenções que foram praticados há um ano. Foi desagradável ter que fazer estes pagamentos", escreveu Liddy.

"Mas concluímos que o risco para a companhia, e por fim ao sistema financeiro e à economia, seria inaceitavelmente alto para deixar este executivos sair e fechar esta divisão da AIG", destacou.

"Os contribuintes também deveriam saber que a AIG tem um plano para devolver o dinheiro ao governo, e estamos fazendo progressos", concluiu Liddy no artigo, publicado no dia em que depõe no Congresso americano.

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