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20/03/2009 - 13h09

Alemanha: economia perde mais empregos e naufraga na recessão

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BERLIM, Alemanha, 20 Mar 2009 (AFP) - A recessão na Alemanha, maior economia europeia, está se agravando, reconheceu nesta sexta-feira o governo, enquanto a imprensa informava sobre os planos da empresa ThyssenKrupp de cortar mais de 3.000 postos de trabalho.

"Os indicadores econômicos europeus apontam em seu conjunto para uma deterioração da situação em relação ao quarto trimestre" de 2008, ressaltou o relatório mensal do Ministério das Finanças.

Estes dados indicam que "a contração do Produto Interno Bruto (PIB) se acelerou no primeiro trimestre. A recessão está, portanto, piorando na Alemanha", admitiu o ministério.

A maior economia da Europa recuou 2,1% nos últimos três meses de 2008. Para esse ano, o governo prevê uma contração maior, de 2,25%, um prognóstico ainda considerado otimista demais pela maioria dos analistas.

A queda do comércio mundial atingiu os exportadores alemães, os maiores do mundo, uma situação ilustrada nesta sexta-feira por um possível corte de empregos em massa no ThyssenKrupp.

Segundo publicou o Financial Times, o grupo industrial se prepara para suprimir 3.000 postos de trabalho em suas divisões de aço, automotivo e de estaleiros.

A ThyssenKrupp se negou a confirmar a informação, mas um porta-voz disse à AFP: "É certo que devemos cortar custos e já dissemos que não podemos descartar reajustes de pessoal".

O jornal econômico, que não identificou suas fontes, ressaltou que esta seria a primeira vez que um grupo industrial alemão corta postos permanentes por causa da recessão.

Nesta sexta-feira, a empresa alemã de cerâmicas Villeroy & Boch, anunciou que eliminará 900 empregos, ou seja, 10% de seu pessoal.

No final de janeiro, a gigante do software SAP indicou que cortará 3.000 empregos, o primeiro dessa envergadura em sua história.

A recessão é a pior em seis décadas na Alemanha e a imprensa prevê que Berlim revisará no mês que vem para baixo suas previsões econômicas anuais com uma contração de até 5%.

O ministro das Finanças, Peer Steinbrueck, reconheceu na quinta-feira em declarações ao jornal Sueddeutsche Zeitung que "há uma possibilidade" que supere a cifra de 2,25% de contração atualmente prevista.

O instituto econômico IFO estimou que a economia alemã encolherá mais de 4% este ano, e os grupos econômicos se mostram igualmente pessimistas.

Em uma entrevista concedida ao jornal popular Bild, Peter Keitel, presidente da patronal BDI, considerou nesta sexta-feira "uma ilusão" acreditar que a Alemanha "sairá rapidamente da crise". "Estamos apenas no início", disse.

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