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20/03/2009 - 12h24

UE aumenta seu apoio ao leste europeu e ao FMI

[selo]
BRUXELAS, Bélgica, 20 Mar 2009 (AFP) - Os dirigentes da União Europeia (UE) decidiram nesta sexta-feira dobrar seus fundos de ajuda de urgência à Europa do leste para 50 bilhões de euros e reabastecer o FMI (Fundo Monetário Internacional) com 75 bilhões de euros para ajudá-los a enfrentar a pior crise planetária desde 1945.

"Nós colocamos nossos atos de acordo com nossas palavras com uma mensagem de confiança e de solidariedade com os países do leste da Europa", declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, ao final de uma cúpula em que a Europa se preparou para a reunião do G20 de Londres em 2 de abril.

Concretamente, a União Europeia vai dobrar para 50 bilhões de euros o envelope de empréstimos de urgências disponível para enfrentar as dificuldades financeiras nesses países. Esta é a segunda vez desde dezembro que esta quantia é dobrada.

Uma maneira de calar as críticas: a Hungria havia se queixado da falta de solidariedade dos países da Europa ocidental, advertindo contra uma nova "janela de ferro" no continente 20 anos depois da queda do comunismo.

"Se é preciso ajudar um país que tem necessidades particulares, haverá possibilidade de ajudá-lo", afirmou o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, cujo país presidente a UE.

A Hungria e a Letônia já pediram quase 10 bilhões de euros sobre o envelope de empréstimos de urgências, dentro dos empréstimos conjuntos concedidos pelo FMI e os europeus.

A Romênia negociou um empréstimo global de 20 bilhões de euros, para o qual a UE vai contribuir. Outros países do leste da UE poderão também requerer empréstimos, entre os quais a Lituânia, segundo alguns analistas.

Inúmeros países do leste foram atingidos em cheio pela crise, porque suas moedas se desvalorizaram nitidamente, fragilizando seu sistema financeiro.

Para dobrar o envelope, foi preciso superar as reticências de vários países, como a Alemanha, que temia gerar pânico ao anunciar tais somas.

No mesmo espírito, os dirigentes europeus também decidiram aprovar 75 bilhões de euros (100 bilhões de dólares) para aumentar fontes do FMI. Objetivo: conseguir conceder empréstimos aos países em dificuldades

A contribuição europeia deve ajudar a duplicar os recursos totais do FMI, para 500 bilhões de dólares. A questão estará no centro da próxima cúpula do G20 e pode gerar polêmica porque os EUA sugeriram recentemente fazer um esforço ainda mais importante triplicando os recursos dos Fundos. Mas a UE já considera ter feito o suficiente, e rejeitou os apelos de Washington neste sentido.

Na perspectiva do G20, os países da UE fecharam os principais temas. Eles devem obter um resultado ambicioso sobre o reforço da regulação financeira mundial, disse o chefe de estado francês, Nicolas Sarkozy, em advertência explícita aos EUA, suspeitos de querer se contentar com uma reforma mínima.

Sobre a luta contra os paraísos fiscais, os dirigentes da UE se disseram satisfeitos com as concessões feitas pelos países europeus que praticam o sigilo bancário, como Luxemburgo e Suíça. Estes últimos não entrarão mais na lista negra da comunidade internacional.

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