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25/03/2009 - 16h36

Executivo da AIG renuncia e acusa diretores e políticos de 'traição'

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NOVA YORK, EUA, 25 Mar 2009 (AFP) - Um executivo da AIG, beneficiado com as controversas bonificações da seguradora, renunciou nesta quarta-feira em uma carta pública na qual acusa de "traição" a empresa e os políticos.

Jake DeSantis, vice-presidente do questionado Departamento de Produtos Financeiros da AIG, recebeu um bônus de 742.000 dólares, que agora destinará a obras de caridade, segundo declarou em sua renúncia.

"Os membros do Departamento de Produtos Financeiros foram traídos pela AIG e estamos sendo injustamente perseguidos pelos políticos eleitos", acusou DeSantis na carta publicada pelo New York Times.

Uma onda de indignação na opinião pública foi desencadeada depois da denúncia de que a AIG havia usado 165 milhões de dólares da ajuda estatal destinada a salvá-la da quebra para conceder bônus a seus executivos, apesar das enormes perdas da empresa.

A maioria dos executivos do questionado setor da empresa já decidiram devolver uma quantia de cerca de 50 milhões de dólares e o Congresso votou uma lei para reter 90% das bonificações questionadas.

Em sua carta dirigida ao presidente da AIG, Edwards Liddy, DeSantis o acusa de deixar seus empregados indefesos frente à ira pública e, especialmente, contra as duras acusações dos procuradores gerais de Nova York e de Connecticut, Andrew Cuomo e Richard Blumenthal, que ameaçaram "nomear e desonrar" publicamente os beneficiários dos bônus especiais.

"A maioria de seus funcionários da unidade de serviços financeiros não tem nada a ver com as grandes perdas" da empresa, considerou o executivo, que trabalhava há 11 anos para a AIG.

A polêmica sobre as bonificações, comenta DeSantis, "desviou a atenção de muitos dos problemas mais urgentes que nosso país enfrenta".

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