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25/03/2009 - 16h09

Wall Street fecha estável em meio a dúvidas sobre Europa

A Bolsa de Nova York fechou praticamente estável nesta quinta-feira, anulando os ganhos pouco antes do fechamento, em meio a divergências entre os líderes europeus sobre uma ajuda financeira à Grécia. O Dow Jones subiu 0,05%, mas o Nasdaq caiu 0,06%.

Segundo dados definitivos do fechamento, o Dow Jones Industrial Avarage subiu 5,06 pontos, para 10.841,21, enquanto o Nasdaq, composto especialmente por empresas do setor de tecnologia, caiu 1,35 ponto, a 2.397,41.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 teve queda de 0,17% (1,99 ponto), para 1.165,73 unidades.

"O mercado americano beneficiou-se com o lento processo de potencial solução do problema da dívida pública grega", afirmou Craig Peckham, da Jefferies, declarando que o mercado queria "simplesmente ver uma saída" para o caso.

Contudo, o anúncio de um acordo entre França e Alemanha para ajudar financeiramente a Grécia impulsionou Wall Street, mas as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que não é favorável à associação do Fundo Monetário Internacional (FMI) no processo limitaram o otimismo do mercado de câmbio, derrubando o euro e fortalecendo o dólar.

Os índices apagaram então quase a totalidade dos ganhos, afetados pelo recuo dos preços relacionados aos setores de energia e de matérias-primas em geral, cotados em dólares.

Em um primeiro momento, o mercado foi beneficiado também por dados econômicos positivos, afirmou Owen Fitzpatrick, do Deutsche Bank, destacando em particular a revisão para cima das previsões dos resultados dos fabricantes de componentes para telefones Qualcomm.

O número de novas solicitações de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana concluída em 20 de março caíram mais que o esperado, com baixa de 3,1% na comparação com a semana anterior.

O mercado obritório continuou em baixa. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subiu a 3,901%, contra 3,829% na noite de quarta-feira, enquanto os títulos de 30 anos ficaram em 4,777%, contra 4,721%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto a seus preços.

"Os investidores encontram mais valor relativo no mercado de ações que no mercado de títulos", afirmou Craig Peckham, completando que esse último expressa alguns temores em relação ao orçamento americano, depois da aprovação da reforma de saúde nos Estados Unidos.

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