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26/03/2009 - 16h22

Wall Street perde lucros e fecha sessão em baixa

A bolsa de Nova York fechou inalterada nesta sexta-feira, em um mercado indeciso por causa das negociações europeias sobre dívidas soberanas e o forte aumento dos últimos dias: o Dow Jones fechou em alta de 0,08% e o Nasdaq, em baixa de 0,10%.

Segundo números definitivos do fechamento, o Dow Jones Industrial Average subiu 9,15 pontos a 10.850,36 unidades, enquanto o Nasdaq, de alto componente tecnológico, recuou 2,28 pontos, com 2.395,13.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 subiu, por sua vez, 0,07% (0,86 ponto) a 1.166,59.

Foi "um dia muito similar ao de ontem (quinta-feira). O mercado estava em alta pela manhã e de alguma forma, (a tendência) se inverteu", destacou Todd Leone, da SG Cowen, depois que a estabilização do índice de confiança das famílias, publicada pela universidade de Michigan impulsionou o mercado no meio da manhã.

Alguns viram na reversão da tendência uma reação do mercado ao anúncio de uma explosão a bordo de um navio da marinha sul-coreana, que naufragou perto da fronteira com a Coreia do Norte.

Estas informações, "muito provavelmente" contribuíram "para uma moderação das posições de risco antes do fim de semana. Mas parece que não tenha havido um único fator por trás deste recuo", avaliaram analistas do site Briefing.com, considerando que o movimento foi "predominantemente técnico".

"O mercado registrou uma alta fantástica, o Dow Jones se aproximou dos 11.000 pontos na sessão" de quinta-feira, lembrou Todd Leone. "As pessoas duvidam, mas não há razão particular" para isto, considerou.

O pano de fundo das dívidas soberanas permaneceu, embora finalmente os europeus tenham chegado a um acordo sobre a ajuda financeira à Grécia.

Nos Estados Unidos, o mercado de obrigações se recuperou parcialmente. O rendimento do bônus do Tesouro com 10 anos caiu a 3,855% contra 3,901% na noite de quinta-feira e o dos títulos a 30 anos, caiu a 4,752% contra 4,777%. O rendimento de obrigações evoluiu em sentido contrário a de seus preços.

No entanto, a queda do mercado de obrigações observada na semana pôs os investidores em alerta, "se a hipótese é que as taxas sobem mais por causa de temores sobre o déficit do que pela presença dos investidores pelas ações quando se recupera a economia", advertiu Patrick O'Hare, da Briefing.com.

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