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30/03/2009 - 15h17

Conclusões e sugestões do grupo de trabalho da presidência para GM e Chrysler

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WASHINGTON, EUA, 30 Mar 2009 (AFP) - Estes são os principais pontos das conclusões e recomendações do grupo de trabalho da presidência dos Estados Unidos sobre as montadoras General Motors (GM) e Chrysler, divulgados nesta segunda-feira.

LINHAS GERAIS:

- "Os planos apresentados pela GM e pela Chrysler no dia 17 de fevereiro de 2009 não determinaram um caminho crível para a viabilidade. Em seu formato atual, não são suficientes para justificar um novo investimento substancial de recursos dos contribuintes".

- "Sua melhor oportunidade de êxito pode estar no uso da lei de falências, de maneira rápida e cirúrgica", o que permitiria aos dois grupos ficar sob a proteção de um juiz (capítulo 11 da lei de falências).

GENERAL MOTORS:

"A General Motors está no começo de uma reorientação operacional, na qual fez progressos tangíveis em vários setores".

"Não obstante, é importante reconhecer que uma grande quantidade de progressos são ainda necessários, e que o plano da GM está fundado em hipóteses bastante otimistas que serão questionadas se não houver uma reestruturação mais agressiva".

"Enquanto o atual plano da GM não é viável, o governo está certo de que, com uma reestruturação mais intensiva, a GM sará deste processo como uma empresa mais forte e competitiva".

"Este proceso passará por mudanças na direção da GM e por esforços adicionais do Tesouro americano e de conselheiros externos para ajudar a sociedade em seu esforço de reestruturação".

Rick Wagoner, presidente do grupo, renuncia após um pedido do presidente Barack Obama.

"O governo garantirá para a GM um fundo de operações durante 60 dias para desenvolver um plano de reestruturação mais agressivo e uma estratégia crível para colocá-lo em prática".

O grupo de trabalho não fez nenhuma referência aos 16,6 bilhões de dólares adicionais solicitados pela empresa.

CHRYSLER:

"Após profundas discussões com especialistas financeiros e industriais, o governo concluiu que, infelizmente, a Chrysler não é viável sozinha".

"Mas a Chrysler conseguiu um protocolo de acordo com a Fiat".

"A Fiat está pronta para a transferência de tecnologia" e "se comprometeu a construir novos automóveis e novos motores de baixo consumo de combustível" nos Estados Unidos.

No entanto, restam "grandes obstáculos a superar antes da concretização deste acordo".

"O governo vai garantir para a Chrysler um fundo de operações durante 30 dias, tempo que servirá para um acordo definitivo com a Fiat seja alcançado e o apoio necessário dos acionistas seja assegurado".

Em caso de sucesso, o "governo pode investir até os 6 bilhões de dólares solicitados pela Chrysler para permitir que esta associação seja bem sucedida".

"Se nenhum acordo for alcançado, o governo não investirá mais um dólar sequer dos constribuintes na Chrysler".

GARANTIA DO GOVERNO:

O governo garantirá todos os modelos que serão comprados pelas duas montadoras durante seu período de reestruturação, para que os potenciais compradores não fujam.

NOMEAÇÃO DE UM ENCARREGADO DE ASSUNTOS SOCIAIS:

O governo nomeou Edward Montgomery, ex-secretário assistente do Tesouro, para coordenar os esforços das autoridades em favor dos trabalhadores e das cidades que dependem do setor automotivo.

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