! Mônaco satisfeito por ter saído da lista negra dos paraísos fiscais - 03/04/2009 - AFP - Economia
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03/04/2009 - 10h33

Mônaco satisfeito por ter saído da lista negra dos paraísos fiscais

M"NACO, Mônaco, 3 Abr 2009 (AFP) - O principado de Mônaco declarou nesta sexta-feira estar satisfeito com o fato de ter deixado de figurar na lista negra dos paraísos fiscais estabelecido pela OCDE e que espera sair nos próximos meses da 'lista cinza' na qual foi colocado na véspera pelo G20.

Até agora, Mônaco figurava junto a Andorra e Liechtenstein em uma lista negra de paraísos fiscais não-cooperativos estabelecida há vários anos pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE).

A OCDE publicou na quinta-feira uma lista negra de países "não cooperativos" da qual estão ausentes os paraísos fiscais mais conhecidos, que haviam cedido à pressão internacional das últimas semanas flexibilizando suas legislações.

A OCDE divulgou em seu site duas listas - a primeira, uma lista negra, cita Costa Rica, Malásia, Filipinas e Uruguai - após a decisão tomada pelo G20 em Londres de punir os Estados que não cooperam no setor fiscal.

São considerados paraísos fiscais os países que não cumprem com os padrões internacionais de compartilhamento de informações bancárias e fiscais, segundo os critérios oficiais da OCDE.

Uma segunda lista, composta por 38 países, entre eles Chile, Guatemala, Mônaco, Liechtenstein, Suíça, Luxemburgo e Bélgica, enumera os Estados que se comprometeram a respeitar as regras da OCDE, mas ainda não o fizeram "substancialmente", segundo a organização.

Em seu site, a OCDE também divulga uma lista de países que aplicam as regras internacionais "substancialmente, como Argentina, México, Espanha, França, Rússia, Estados Unidos e China.

Em uma nota no pé da página, a OCDE diz que "as regiões autônomas" chinesas (Hong Kong e Macau) não figuram na lista "branca", porque apenas se "comprometeram" a respeitar os padrões internacionais.

A questão dos paraísos fiscais, "buracos negros das finanças", ressurgiu em novembro de 2008, no auge da crise financeira, durante uma reunião entre 17 países em Paris, organizada por iniciativa de Alemanha e França.

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