! Líder dos piratas somalis promete vingança contra os Estados Unidos - 13/04/2009 - AFP - Economia
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13/04/2009 - 09h29

Líder dos piratas somalis promete vingança contra os Estados Unidos

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MOGADÍSCIO, Somália, 13 Abr 2009 (AFP) - O líder dos piratas somalis que tiveram sob poder por cinco dias o capitão americano de um cargueiro prometeu atacar cidadãos dos Estados Unidos para vingar a morte de três de seus homens.

"Estes americanos mentirosos mataram nossos amigos que haviam aceitado libertar o refém sem resgate, mas eu afirmo que isto levará a medidas de represália. Atacaremos em particular cidadãos americanos que viajarem em nossas águas", afirmou o chefe do grupo de piratas, Abdi Garad, na cidade costeira de Eyl, 800 km ao norte de Mogadíscio.

"Não é o fim do mundo. Vamos intensificar nossos ataques, inclusive bem longe das águas somalis. Da próxima vez que pegarmos um americano, não esperem nenhuma piedade do nosso lado", completou.

O capitão americano Richard Phillips foi libertado no domingo pela Marinha americana, depois de passar cinco dias sequestrado por piratas somalis em um bote salva-vidas.

Três piratas morreram na operação no Oceano Índico e um quarto foi detido.

Antes da operação da Marinha americana, chefes tribais somalis tentaram intermediar as negociações para convencer os piratas a libertarem Phillips.

"Fizemos o possível para negociar este sequestro pacificamente, mas os piratas se obstinaram a pedir outro barco para transferir o refém e todos os contatos com responsáveis americanos foram abandonados domingo à tarde", indicou à AFP um desses chefes, Mohamed Dualé.

O "Maersk Alabama", um porta-contêineres da empresa americana Maersk Line, com 20 marinheiros americanos a bordo foi atacado quarta-feira 8 de abril às 05H00 GMT a cerca de 500 km das costas somalis.

A tripulação conseguiu recuperar o controle do barco na quarta-feira à noite em circunstâncias confusas. O capitão Phillips se ofereceu como refém em troca da libertação da tripulação.

O cargueiro e o restante da tripulação chegaram sábado ao porto queniano de Mombasa. No domingo, os marinheiros celebraram com champanhe e agitando a bandeira de seu país a libertação do capitão.

O presidente americano, Barack Obama, se declarou muito feliz pelo desenrolar do sequestro e pediu mais esforços para impedir outros sequestros de barcos.

O governo somali também comemorou o resultado da operação e considerou que contribui para erradicar a pirataria marítima.

A operação comando de domingo foi a segunda em poucos dias na zona.

Na sexta-feira, a Marinha francesa atuou para libertar cinco reféns franceses do veleiro "Tanit", que acabou com a morte de um dos reféns e de dois piratas. Os outros quatro ex-reféns voltaram domingo para a França.

Nas últimas semanas, a atividade dos piratas somalis na zona aumentou, apesar da presença naval de países ocidentais.

No sábado foi capturado um rebocador italiano com 16 pessoas a bordo.

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