! Obama vê sinais de esperança para a recuperação da economia dos EUA - 14/04/2009 - AFP - Economia
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14/04/2009 - 16h10

Obama vê sinais de esperança para a recuperação da economia dos EUA

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WASHINGTON, EUA, 14 Abr 2009 (AFP) - O presidente americano, Barack Obama, afirmou que começa a perceber sinais de esperança e recuperação da pior crise econômica em décadas, mas advertiu aos americanos que ainda há muito trabalho pela frente e que 2009 continuará sendo um ano difícil, com novos cortes de postos de trabalho e embargos de imóveis.

A indústria automobilística americana, por exemplo, ameaçada de falência, ou a gigante dos seguros AIG devem se preparar para escolhas "difíceis", disse em um discurso de pouco mais de meia hora, de defesa e explicação de sua política econômica, pronunciado na Universidade Georgetown, em Washington.

"Os tempos continuam a ser duros, disso não resta dúvida alguma. Ainda não resolvemos as coisas, de forma alguma. Mas, de onde nos encontramos, começamos pela primeira vez a ver sinais de esperança", disse.

Obama listou todas as medidas tomadas em menos de três meses por seu governo: um gigantesco plano de relançamento para estimular o consumo e os investimentos, planos para livrar os caixas dos bancos de seus ativos "tóxicos" e estímulo ao crédito, para conter a hemorragia dos embargos imobiliários. Ele mencionou a queda das taxas de juros promovida pelo Banco Central, Fed, assim como a cooperação com outros países industrializados e com as economias emergentes para que enfrentem a crise.

Estas medidas "começam a suscitar sinais de avanços econômicos", disse.

Ele destacou o movimento observado nos mercados de trabalho e imobiliário e disse que "as pequenas empresas atravessam um aumento da atividade em termos de empréstimos pela primeira vez em meses".

Em um discurso previsto para esta tarde, o presidente do Banco Central, Ben Bernanke, deverá seguir no mesmo sentido: "Temos visto tímidos sinais de que a forte queda da atividade econômica está se tornando mais lenta".

Entretanto, preveniu Obama, "isso não significa que os tempos difíceis ficaram para trás. O ano de 2009 continuará a ser um ano difícil para a economia americana", insistiu.

"A severidade desta recessão vai causar novos cortes de empregos, execução de hipotecas no setor imobiliário e sofrimentos antes de o ano terminar", declarou.

"Os mercados vão continuar oscilando, o crédito ainda está longe de circular tão facilmente quanto deveria, a reestruturação da (seguradora) AIG e dos grupos automobilísticos são, às vezes, até impopulares", advertiu.

A gigante automobilística General Motors (GM) e sua concorrente Chrysler receberam bilhões de dólares do Estado para escaparem da falência, mas Obama acaba de reprovar seus planos de reestruturação intimando-as a apresentar soluções "viáveis", deixando pairar abertamente a ameaça de quebra.

"Esperamos que a Chrysler encontre nas próximas semanas uma parceria viável e que a GM desenvolva um plano de atividade que a coloque no caminho da rentabilidade sem o apoio infinito do contribuinte americano", disse Obama, que defende uma aliança entre a Chrysler e a italiana Fiat.

No momento em que precisa de todo o seu capital político antes de novas decisões, não apenas para o setor automobilístico como também para os bancos, Obama se defendeu de todas as críticas feitas: gastos que aumentam um déficit já abissal, excesso de intervencionismo do governo ou, em sentido oposto, recusa em nacionalizar de maneira preventiva as grandes instituições financeiras.

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