! Americanos lançam projeto para rentabilizar o jornalismo on-line - 15/04/2009 - AFP - Economia
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15/04/2009 - 11h24

Americanos lançam projeto para rentabilizar o jornalismo on-line

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WASHINGTON, EUA, 15 Abr 2009 (AFP) - Três grandes nomes da imprensa americana vão lançar uma empresa chamada "Journalism Online" para ajudar os jornais, atualmente em crise, a ganhar dinheiro na internet oferecendo um serviço pago aos leitores.

"Com a 'Journalism Online', jornais, revistas e publicações da internet vão poder rapidamente obter receitas com a distribuição digital de seus artigos", explicaram os fundadores do projeto em um comunicado.

Steven Brill, fundador do canal de televisão especializado em processos, o "Court TV", Gordon Crovitz, ex-diretor de publicação do Wall Street Journal, e Leo Hindery, ex-dirigente do departamento internet de alta resolução da AT&T, são os idealizadores desta empresa.

O objetivo deles é tirar a imprensa americana da crise, provocada pela queda brusca das receitas publicitárias e do "sumiço" dos leitores por causa da web.

Nos últimos meses, dois jornais fecharam suas portas e vários grupos de mídia pediram concordata, inclusive o número dois Tribune, proprietário de jornais como Chicago Tribune e Los Angeles Times.

Segundo Brill, grandes jornais e revistas contatados manifestaram um grande interesse por esta iniciativa.

"Chegamos num ponto em que precisamos urgente de um modelo de negócios que permita ao jornalismo de qualidade se beneficiar das vantagens da distribuição pela internet, em vez de serem vítimas", acrescentou,

"Desenvolvemos uma estratégia e serviços que darão origem a um modelo que vai restaurar um sistema de receitas complementares ao da publicidade", acrescentou.

Ele se disse convencido de que os leitores continuarão apoiando os jornalistas pagando um preço modesto, mas justo, por um trabalho original, independente e profissional distribuído on-line.

Entre os grandes jornais americanos, somente o Wall Street Journal tem hoje um site pago. Vários outros, e inclusive o New York Times, indicaram que pretende cobrar as consultas de seus artigos na internet.

Muitos analistas são céticos, mas os fundadores da Journalism Online afirmam ter encontrado uma fórmula: "um site com uma senha, que os leitores poderão ter acesso com assinaturas diárias, mensais ou anuais, ou comprar artigos específicos junto a editores".

"O sistema de pagamento protegido por senha será integrado aos sites de todos os editores participantes, e estes últimos serão habilitados a decidir o que cobrar, quanto e como".

"Eles vão cobrar a soma que lhes parecer sensata, de forma prática para os leitores", explicou Hindi, sem impor nenhuma condição para que participem do site: "que os editores cobrem uma parte pelo menos do que publicam".

A Journalism Online negociaria também acordos de licença com intermediários como motores de busca.

Esta iniciativa coincide com a crítica feita recentemente ao Google News por mídias que condenam a publicação de links para seus artigos sem dividir suas rendas publicitárias associadas.

"A Journalism Online permitirá aos editores negociar em posição de força", disse Brill. "Os consumidores sairão ganhando porque terão mais escolhas, e os motores de busca e outros intermediários sairão ganhando porque terão acesso a mais conteúdo jornalístico", concluiu.

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