! Obama pede a seus ministros que economizem US$ 100 milhões em 90 dias - 20/04/2009 - AFP - Economia
UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

20/04/2009 - 19h19

Obama pede a seus ministros que economizem US$ 100 milhões em 90 dias

[selo]
WASHINGTON, EUA, 20 Abr 2009 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou nesta segunda-feira a seu governo que encontre um meio de cortar 100 milhões de dólares do orçamento nos 90 próximos dias, como exemplo de rigor financeiro.

A iniciativa deve ilustrar a determinação de Obama de cortar os gastos do Estado, num momento em que o presidente está sob o fogo das críticas de seus adversários republicanos e dos defensores de um governo mais econômico.

"Temos a obrigação de garantir que o governo seja o mais eficiente possível, e que cada dólar pago pelos contribuintes seja investido de maneira sensata", declarou Obama ao término da primeira reunião com quase todos os membros de seu governo (faltou apenas um).

"Uma das mensagens que transmiti a todos os membros do governo foi a seguinte: vocês trabalharam muito bem até aqui, mas vão ter que trabalhar ainda mais. Pedi a cada um deles que identifiquem no total pelo menos 100 milhões de economias suplementares no orçamento de sua administração", afirmou.

Segundo Obama, este esforço faz parte do exame detalhado do orçamento que sua equipe já realiza.

O presidente americano deve suprimir nas próximas semanas pelo menos cem programas governamentais considerados inúteis, para reinvestir o dinheiro em cobertura médica, educação, energia e política externa.

Obama admitiu que esta quantia de 100 milhões de dólares não passa de "uma gota d'água no oceano", mas afirmou que "o acúmulo destas somas é que fará a diferença".

"Vamos examinar o orçamento linha após linha, página após página. Uma centena de milhões ali, outra centena de milhões aqui...É um bom dinheiro, até para os padrões de Washington", destacou.

Obama, que prometeu dividir o déficit por dois até o fim de seu mandato, em 2013, tem que lidar com a crise econômica: em seus três primeiros meses de governo, foi obrigado a tomar medidas que aumentaram ainda mais o déficit, como um gigantesco plano de 787 bilhões de dólares para relançar a economia e um importante apoio financeiro aos bancos.

O presidente, acompanhado pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e pelo secretário da Defesa, Robert Gates, afirmou que está orgulhoso de sua equipe de governo, que assumiu numa época de crise econômica.

"Devemos tomar decisões extraordinárias para reforçar nosso sistema financeiro e enfrentar uma crise econômica sem precedentes e, como consequência, precisamos gastar menos", assinalou.

Destacou, ainda, que "seu gabinete tem a obrigação de assegurar que cada dólar do governo seja gasto sabiamente.

Um líder republicano na Câmara de Representantes, John Boehner, argumentou que os americanos estão muito preocupados com a possibilidade de que o Partido Democrata infle perigosamente o déficit com seu ambicioso plano político.

Boehner classificou o corte de "magro". "Os democratas de Washington distribuiram nos três últimos meses mais dólares dos contribuintes do que todos os presidentes anteriores reunidos, e o governo está claramente sentindo a pressão", acrescentou.

O governo prevê para 2009 um déficit recorde de 1,750 trilhão de dólares.

Por sua vez, o comitê de Orçamento do Congresso (CBO) anunciou mês passado que o déficit orçamentário poderia alcançar 1,845 trilhão de dólares no ano.

Como parte do compromisso de poupança, a Casa Branca apontou várias iniciativas que várias agências do governo já implementam, como um melhor uso da tecnologia e o corte dos gastos diários dos departamentos.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host