! FMI prevê contração do PIB brasileiro em 2009 e recuperação em 2010 - 22/04/2009 - AFP - Economia
UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

22/04/2009 - 19h29

FMI prevê contração do PIB brasileiro em 2009 e recuperação em 2010

[selo]
WASHINGTON, EUA, 22 Abr 2009 (AFP) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou em suas previsões divulgadas nesta quarta-feira uma contração de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina em 2009, com uma queda de 1,3% na economia brasileira, revendo suas projeções anteriores.

No entanto, o Fundo prevê uma recuperação do Brasil em 2010, mas com um crescimento de apenas 2,2%.

A projeção é significativamente inferior à de janeiro deste ano, segundo a qual a economia do Brasil cresceria 1,8% em 2009.

O Fundo voltou a reduzir as expectativas, pela terceira vez no decorrer do ano, não apenas para a América Latina, mas para a economia mundial, que registrará contração de 1,3% (1,9% de crescimento en 2010).

Segundo o FMI, a América Latina terá uma contração de 1,5%, em um contexto sombrio, que pode piorar se persistir a recessão no principal motor da economia mundial, os Estados Unidos, e nos países ricos em geral.

A estimativa do FMI foi publicada no relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Global).

De acordo com o documento do Fundo, a implantação de políticas macroeconômicas prudentes na América Latina serviu para atenuar os efeitos da crise, mas as economias da região foram muito afetadas por declínios em volumes de exportação, preços baixos de commodities e condições de financiamento externas desfavoráveis.

Já o economista chefe do Banco Mundial (Bird) para a América Latina, Augusto de la Torre, advertiu que a região caminha para uma recessão este ano, e sua recuperação em 2010 dependerá do comportamento da economia dos países mais desenvolvidos e da China.

"A América Latina vai poder evitar uma crise financeira interna, mas não vai conseguir evitar, como em qualquer outra parte do mundo, uma forte recessão", disse o economista.

As projeções do Bird para a América Latina antecipam uma contração de entre 0,5% e 1,5% em 2009.

Para 2010, De la Torre disse que "as perspectivas dependerão de como se resolve a crise no centro (países ricos)".

Apesar de tudo, a América Latina está navegando na tempestade com melhores instrumentos que no passado, estimou o economista.

De la Torre destacou que a região tem diversos contrastes, e citou o Chile, a "estrela" da América Latina no que se refere a uma administração fiscal prudente, aproveitando a boa fase das matérias-primas no passado.

O economista lembrou que 95% da população da América Latina vive em países onde a exportação de matérias-primas tem um grande impacto na arrecadação pública.

Segundo De la Torre, em alguns países, mais integrados à economia mundial, como o México, a situação é mais complexa. "Os latino-americanos não têm o que exportar porque não há quem compre", disse em referência aos produtos industrializados.

Apesar da situação, a América Latina "será uma das regiões que mais rapidamente reagirá, quando houver a recuperação das nações ricas".

Se esta recuperação demorar, até 4 milhões de latino-americanos poderão voltar à pobreza em 2009, além dos outros dois milhões que teriam saído da pobreza sem a crise.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host