! FMI revisa previsões em baixa: economia mundial recuará 1,3% este ano - 22/04/2009 - AFP - Economia
UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

22/04/2009 - 10h58

FMI revisa previsões em baixa: economia mundial recuará 1,3% este ano

[selo]
WASHINGTON, EUA, 22 Abr 2009 (AFP) - O FMI (Fundo Monetário Internacional) revisou nesta quarta-feira em baixa as projeções para a economia mundial, com uma contração de 1,3% este ano, advertindo que a estabilização dos mercados financeiros levará mais tempo que o previsto inicialmente.

O PIB (Produto Interno Bruto) do planeta não registrava contração deste peso havia meio século.

Esta revisão do Fundo é a terceira do ano. Em janeiro, a instituição financeira havia previsto ainda que o PIB mundial cresceria 0,5% este ano. No entanto, em março admitiu que a economia mundial entraria em recessão, porém menor que sua previsão atual, com baixa de entre 0,5% e 1% do PIB.

"A economia mundial atravessa uma grande recessão causada por uma crise financeira em massa e uma perda de confiança aguda", destacou a instituição multilateral em suas "Perspectivas Econômicas Mundiais".

Esta crise, a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, atinge mais duramente os países desenvolvidos, com queda de 3,8% do PIB este ano, enquanto os países emergentes e em desenvolvimento deveriam experimentar um crescimento de 1,6%.

A crise não perdoa nenhuma região do mundo. "Praticamente todas as economias desenvolvidas, e inúmeras economias emergentes e em desenvolvimento estão em recessão", segundo os economistas do FMI.

Quanto à recuperação, deverá ser "somente parcial em 2010, com um crescimento da atividade de 1,9%" no mundo. Este crescimento deve ser sustentado somente nos países emergentes e em desenvolvimento (+4,0%), pois as nações industrializadas ficarão com uma atividade econômica estagnada.

"Os problemas financeiros dos países desenvolvidos continuarão sendo sérios durante uma boa parte de 2010, e serão resolvidos lentamente", segundo a instituição multilateral.

"As crises financeiras anteriores mostram que, se o problema de fundo for atacado tarde demais, o marasmo econômico persistirá por mais tempo e a um custo mais elevado, tanto para o contribuinte como para a atividade econômica", afirma o FMI, que publicou este documento às vésperas de suas assembleias de primavera (Hemisfério Norte), no próximo fim de semana em Washington.

As consequências da crise são particularmente sensíveis para o nível dos intercâmbios internacionais, que deverão cair 11% este ano, antes de se estabilizar (+0,6%) em 2010.

Os preços ao consumo devem cair 0,2% nos países industrializados em 2009.

"Estas perspectivas incertas e obstáculos reivindicam uma reação enérgica tanto para o plano financeiro como para o frente macroeconômico", ressaltou o FMI, que não descarta uma nova revisão em baixa de suas previsões.

"A maior preocupação é que as políticas continuaram sendo insuficientes para deter a espiral negativa das condições financeiras que pioraram e debilitaram a economia", destacou o fundo.

As consequências desta crise serão notadas por longo período: "Assim que a crise passar, haverá um período de transição difícil, durante o qual a taxa de crescimento será consideravelmente mais baixa que no passado recente".

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host