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23/04/2009 - 14h40

América Latina pode se recuperar com rapidez depois dos países ricos, afirma chefe do FMI

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WASHINGTON, EUA, 23 Abr 2009 (AFP) - A América Latina pode se recuperar rapidamente da crise econômica mundial se antes os países avançados se restabelecerem, declarou nesta quinta-feira o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

"Creio que a recuperação pode chegar bem mais rápido (na América Latina), quando ela ocorrer nos países avançados", declarou o chefe do Fundo em uma entrevista coletiva à imprensa.

Os sistemas financeiros da região não foram tão afetados pela crise, lembrou Strauss-Kahn em um encontro com os jornalistas anterior ao início da reunião de primavera (hemisfério norte) do FMI e do Banco Mundial, neste final de semana em Washington.

"Embora tudo isto, obviamente, seja muito incerto, a situação na América do Sul não é a pior do planeta", acrescentou Strauss-Kahn, depois de mencionar os índices de crescimento negativos do Brasil e da Argentina.

O Fundo prevê uma contração de 1,5% para este ano na América Latina, e uma recuperação de apenas 1,6% em 2010.

Dentro das reformas internas que o FMI prevê, após o aumento de fundos aprovado pelos países ricos e emergentes do G20 em Londres e a reorganização de suas cotas de poder, a instituição está disposta a reforçar seus instrumentos de análise.

"Estamos trabalhando em uma nova classe de alertas (...) na detecção de risco em algumas partes do mundo", disse.

"Certamente, os alertas significam que temos que estar dispostos a nomear e criticar, senão não tem sentido", acrescentou Strauss-Kahn.

Todos os países pedem essa classe de advertências, mas os governos logo se mostram irritados, lembrou Strauss-Kahn.

O Fundo não apenas está realizando reformas internas e ampliando capital, como também está criando novas linhas de crédito, como solicitaram México, Polônia e Colômbia.

A nova Linha Flexível de Crédito (LFC) criada no mês passado, "deverá dar mais confiança aos países" que a pediram, ressaltou John Lipsky, subdiretor-gerente do Fundo.

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