! Desemprego na Espanha atinge 17,36% da população ativa - 24/04/2009 - AFP - Economia
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24/04/2009 - 10h20

Desemprego na Espanha atinge 17,36% da população ativa

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MADRI, Espanha, 24 Abr 2009 (AFP) - O número de desempregados na Espanha passou dos quatro milhões no primeiro trimestre deste ano e chegou a 17,36% da população ativa, frente aos 13,91% no trimestre anterior, indicou nesta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

O desemprego na Espanha também afeta 28% dos trabalhadores estrangeiros no país, frente aos 21,26% no trimestre anterior.

A taxa espanhola de desemprego continua sendo a mais elevada na Eurozona, que em fevereiro registrou uma média de 8,5%.

Quase a metade dos trabalhadores (1,836 milhão) perderam seu emprego nos últimos 12 meses.

"É um péssimo resultado", admitiu o secretário de Estado para a Segurança Social, Octavio Granado, destacando que a economia espanhola está hoje no "epicentro da crise", no olho do furacão.

"Estes dados são piores que o esperado", confessou a ministra da Economia, Elena Salgado, acrescentando que estes números apontam para "um problema humano muito grande".

O governo previa em janeiro que o índice de desemprego chegaria a 15,9% em 2009, mas o Banco Central da Espanha projetou 17,1% para este ano e 19,4% para 2010.

Na mesma direção, o FMI (Fundo Monetário Internacional) situou esta semana sua previsão de desemprego em 19,3% em 2010, um recorde entre os países industrializados, para os quais projeta um desemprego médio de 9,2%.

Segundo o INE, a taxa de desemprego entre os espanhóis, sem contar a comunidade estrangeira, era de 15,24% no primeiro trimestre do ano (2,72% a mais em relação ao trimestre anterior e 6,51% a mais na comparação com o mesmo mês de 2008); a dos estrangeiros estava em 28,39% (7,13% e 13,7% a mais respectivamente).

Na Espanha, onde a imigração aumentou fortemente nos últimos 15 anos, vivem atualmente 5,22 milhões de estrangeiros, que representam 11,3% de uma população total de 46 milhões, uma das maiores taxas da Europa.

A crise financeira mundial intensificou a crise do setor imobiliário na Espanha, provocando um colapso no setor de construção e colocando o país na recessão.

O executivo socialista espanhol de José Luis Rodríguez Zapatero afirmou que fará "tudo o que for possível para reduzir estes números", nas palavras da ministra da Economia. Para ela, as medidas que o governo adotou para o estímulo fiscal estão dando seus frutos.

O governo tomou nos últimos meses várias medidas contra a crise, a principal delas o chamado Plano E, de 11 bilhões de euros, para gerar 300.000 empregos, destinado principalmente aos municípios para darem início a obras de infraestrutura.

Além disso, destinará 11 bilhões de euros para que os municípios paguem as dívidas pendentes a empresas e autônomos e 3 bilhões de euros de créditos para empresas endividadas.

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