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30/04/2009 - 17h32

Fiat, a empresa símbolo da Itália

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MILÃO, Itália, 30 Abr 2009 (AFP) - A Fiat, considerada a empresa símbolo da Itália, alia-se à americana Chrysler, que decretou concordata, depois de conseguir nos últimos anos, em seu país de origem, uma recuperação espetacular, sob a batuta de um presidente atípico, Sergio Marchionne.

A história da Fiat, fundada em 1899 em Turim (norte), está vinculada à da península através da figura carismática do "Avoccato" Gianni Agnelli.

Amigo dos poderosos, o patrão legendário que tocou de 1966 a 1996 a empresa fundada por seu avô, foi chamado de o embaixador itinerante da Itália, assegurando à Fiat um lugar entre as grandes do mercado automotivo.

Seu neto, John Alkann, 32 anos, é hoje vice-presidente da Fiat e a família Agnelli prossegue controlando um terço do capital da empresa.

Mascote do construtor, conhecido em todo o mundo, em particular graças ao cinema italiano que lhe deu popularidade, o Fiat 500 foi remoçado em 2007 em meio a um grande sucesso.

O grupo produz as marcas Fiat, Lancia, Alfa Romeo assim como Ferrari e Masserati. Também produz maquinário agrícola e de construção, através de sua filial americana CNH, além de caminhões e ônibus com a Iveco e componentes de automóveis.

A Fiat possui, além disso, um dos grandes jornais da Itália, La Stampa (300.000 exemplares por dia), com sede em Turim.

O grupo detém 203 fábricas no mundo, emprega 198.000 pessoas das quais mais de 82.000 na Itália, o que o converte no principal empregador do país.

À beira do abismo no começo dos anos 2000, a Fiat se recuperou de maneira espetacular e voltou a registrar lucros em 2005.

O arquiteto desta recuperação é Sergio Marchionne (nascido em 1952), um executivo ítalo-canadense que assumiu o comando em 2004 - considerado um homem resoluto e implacável.

No entanto, pela primeira vez em quatro anos, o grupo voltou a cair no vermelho no primeiro trimestre de 2009, duramente golpeado pela crise, como os demais construtores de automóveis.

Em 2008, a Fiat vendeu 2,5 milhões de automóveis, somando 78,381 bilhões de dólares em negócios (59,38 bilhões de euros) (+1,5%).

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