! Obama anuncia plano de sobrevivência para a Chrysler - 30/04/2009 - AFP - Economia
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30/04/2009 - 19h10

Obama anuncia plano de sobrevivência para a Chrysler

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WASHINGTON, EUA, 30 Abr 2009 (AFP) - O presidente Barack Obama anunciou nesta quinta-feira o plano de sobrevivência para a Chrysler: a montadora vai pedir concordata imediata, formando, ao mesmo tempo, uma aliança com a italiana Fiat - medida que deve levar o grupo americano ao sexto lugar do ranking mundial das montadoras.

"Não é um sinal de fraqueza, mas outro passo rumo à revitalização da Chrysler que vai sair deste processo mais forte e competitiva", disse Obama.

A operação de resgate de uma das três grandes montadoras de Detroit prevê que a Fiat assumirá entre 20% e 35% do capital da Chrysler, enquanto que os governos americano e canadense ficarão com, respectivamente, 8% e 2%, anunciou a Casa Branca.

Além disso, um novo fundo criado para garantir a cobertura médica dos aposentados da Chrysler receberá 55%.

O governo americano ainda se disse disposto a liberar mais oito bilhões de dólares para garantir a Chrysler.

De acordo com altos representantes do governo, o plano não deve acarretar supressões de postos de trabalho nem fechamentos imediatos de fábricas.

O processo de concordata que será introduzido em Nova York deverá ser curto - 30 a 60 dias - e "cirúrgico", segundo um dirigente, que não quis ser identificado.

"O procedimento será rápido, eficiente e controlado", garantiu Obama.

"A parceria com a Fiat tem grandes chances de sucesso", afirmou o presidente americano.

Segundo um comunicado da Casa Branca, a Fiat vai dar à Chrysler acesso à sua rede de distribuição mundial, e vai compartilhar seu 'know-how' tecnológico com a montadora americana para permitir que construa nos Estados Unidos novos veículos com consumo menor e mais adaptados à demanda atual.

Vítima, como o número um americano do setor General Motors, da crise econômica, da queda de suas vendas e de erros estratégicos, a Chrysler, que mantém 38.000 funcionários nos Estados Unidos, luta há meses para sobreviver.

Desde dezembro, a Chrysler recebeu quatro bilhões de dólares do governo americano. Em troca da manutenção da ajuda federal, Chrysler e GM tiveram que se submeter a planos de reestruturaçção drásticos.

Em março, Obama rejeitou as primeiras versões destes planos apresentadas pelas montadoras.

A Chrysler tinha prazo até esta quinta-feira para apresentar um novo plano. A GM tem um mês suplementar.

Quarta-feira, na véspera da expiração do prazo definido pelo governo, as últimas negociações sobre as dívidas da Chrysler fracassaram.

De acordo com um alto representante do governo, parte dos credores da Chrysler rejeitaram a proposta do Tesouro de receber 2,25 bilhões de dólares em numerário em troca da supressão de 6,9 bilhões de dólares de dívida.

O governo chegou então à conclusão que a melhor solução para a Chrysler era seguir diante com seu esforço de reestruturação colocando-se sob a proteção do capítulo 11 da lei de falências.

Barack Obama, que enfrenta a pior recessão desde os anos 30, é acusado por seus detratores de promover um intervencionismo sem precedentes nos assuntos econômicos.

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