! Epidemia não terá grande impacto nas economias da América Latina, segundo a Cepal - 02/05/2009 - AFP - Economia
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02/05/2009 - 14h46

Epidemia não terá grande impacto nas economias da América Latina, segundo a Cepal

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MÉXICO, México, 2 Mai 2009 (AFP) - A epidemia de gripe suína terá pouco ou nenhum impacto sobre as economias da América Latina por seu pequeno número de casos registrados e por não terem sido tomadas medidas tão drásticas como as do México, prevê a Cepal.

"Embora seja muito provável que aumente o número de casos na América Latina, os países estão em alerta e isso permite prever que não haverá um impacto muito significativo. As medidas que foram tomadas estão longe das que foram adotadas pelo México", disse à AFP Jorge Máttar, diretor no México da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

"Para o México, baseio-me nas estimativas do Ministério da Fazenda (uma queda de entre 0,3% e 0,5% do PIB devido à epidemia) e para o restante dos países não me parece que nem um sequer possa sentir um efeito forte", considerou o especialista.

Até agora, 16 pessoas morreram no México e há outras 427 infectadas confirmadas, enquanto que na América Latina só foram detectados dois casos de contágio, ambos na Costa Rica, e outros suspeitos em Chile (16), Argentina (13), Colômbia (pelo menos 10), Peru (9), Venezuela (9) e Brasil (7).

Com os dados atuais, Máttar acredita que a situação não piorará substancialmente, embora a OMS indique que a pandemia "é iminente".

Máttar acredita que o perigo para a América Latina esteja no fato de o continente não possuir uma ampla cobertura de saúde. Também há pessoas em áreas rurais que carecem de recursos e de informações para se protegerem do vírus.

"Vai ser muito importante que possam chegar a elas, sobretudo nos países que têm altos índices de pobreza", frisou o diretor da Cepal no México.

Porque, mais que uma possível emergência sanitária futura, o que preocupa Máttar é a crise econômica que já atingiu em cheio a região e que gerará uma "forte desaceleração" após o período de auge entre 2003 e 2007.

A Cepal prevê para 2009 "uma queda do PIB total e do PIB per capita na América Latina. No momento, temos uma cifra preliminar de 0,3%" de retrocesso da economia regional, calculou.

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