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06/05/2009 - 14h52

Bolsas europeias e euro não conseguem evitar queda

As bolsas europeias e o euro voltaram a cair nesta quinta-feira depois de uma leve recuperação no início do pregão, em meio a persistentes temores de uma propagação da crise grega na zona do euro.

A bolsa de Londres fechou em queda de 1,52%, enquanto Paris baixou 2,20% e Frankfurt, 0,88%. A bolsa de Madri caiu 2,93% e a de Milão, 4,26%. Paradoxalmente, a bolsa de Atenas teve leve alta de 0,98%.

O euro também continuava perdendo terreno e era cotado a 1,2673 dólar às 16h00 GMT (13h00 de Brasília), contra 1,2810 dólar na quarta-feira à noite. Às 15h50 GMT (12h50 de Brasília), chegou a 1,2654 dólar, seu nível mais baixo desde 11 de março de 2009.

A desconfiança dos mercados disparava também as taxas de juros dos títulos públicos dos países mais frágeis da zona do euro. O rendimento dos papéis gregos de 10 anos subia 10,9%, os de Portugal, 6,1%, e os da Irlanda, 5,8%. Os títulos da Espanha pagavam 4,4% e os da Itália, 4,3%.

Pela manha, houve uma leve melhora das bolsas e do euro, depois da boa recepção dada à emissão de títulos do Tesouro da Espanha, que captou 2,345 milhões de euros a um prazo de cinco anos com uma taxa satisfatória, apesar de alta, de 3,532%.

A emissão de dívida nesta quinta-feira foi a primeira feita depois de o país ter tido seu rating rebaixado, na semana passada, pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), o que provocou uma forte alta das taxas.

No entanto, os mercados voltaram a cair à tarde, decepcionados com o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que reafirmou na quinta-feira sua confiança na coesão da zona do euro e descartou a possibilidade de um calote da Grécia.

"Para mim, fica descartada a possibilidade de calote da Grécia", afirmou Trichet, em sintonia com declarações de um porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI concordou em se associar com os países da zona do euro para ajudar a Grécia com 110 bilhões de euros (143 bilhões de dólares) com empréstimos durante três anos.

Apesar dessas declarações tranquilizadoras, "os operadores não estão convencidos de que a Grécia não cairá na bancarrota", comentou o economista Howard Archer, do IHS Global Insight.

Do outro lado do Atlântico, a Bolsa de Nova York caía nesta quinta-feira na abertura, pressionada pelos problemas na Europa e pelas cifras decepcionantes relativas ao desemprego nos Estados Unidos. O Dow Jones perdia 0,26% e o Nasdaq, 0,49%.

Na Ásia, a preocupação com a Grécia fez estragos na Bolsa de Tóquio, que fechou a sessão de quinta-feira com uma perda de 3,27%, depois de três dias de inatividade, enquanto Xangai encerrou em queda de 4,11% e Hong Kong, de 0,96%.

Na quarta-feira, o anúncio de uma possível queda da nota da dívida de Portugal e a violência das manifestações na Grécia fizeram as bolsas mundiais caírem e o euro ser cotado abaixo do 1,28 dólar, enquanto o petróleo caía abaixo dos 80 dólares.

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