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29/05/2009 - 15h04

BP admite fracasso em operação para conter vazamento de petróleo no Golfo

ROBERT, EUA, 29 Mai 2010 (AFP) -A arriscada operação para conter um vazamento de petróleo no Golfo do México fracassou, informou neste sábado a companhia de petróleo britânica BP, acrescentou que buscará uma nova estratégia.

"Depois de três dias inteiros tentando selar o vazamento, fomos incapazes de conter o fluxo" de petróleo, disse o chefe de operações da BP, Doug Suttles, em uma entrevista coletiva à imprensa.

"Tomamos a decisão de passar para uma nova opção" nos esforços para obter êxito nesta operação, acrescentou.

Questionado sobre o que falhou na última operação, batizada 'Top kill', Suttles disse que não sabe. "Não temos claro", explicou. "Não fomos capazes de conter permanentemente o fluxo", acrescentou.

A guarda costeira americana disse estar decepcionada com o anúncio.

"Obviamente estamos muito decepcionados com o anúncio de hoje, e sei que todos vocês estão muito ansiosos para ver este poço tapado", disse a oficial da Guarda Costeira, Mary Landry, na entrevista coletiva.

Agora os esforços ficarão concentrados em cortar canos danificados que estão no fundo do oceano, para que depois seja instalado um receptáculo ou contêiner para acumular o petróleo despejado, para depois bombeá-lo para a superfície.

A BP e a Guarda Costeira estimaram que levará entre quatro e sete dias para que o artefato --batizado "Lower Marine Riser Package" (LMRP)-- possa ser instalado.

A operação frustrada, altamente delicada e sem precedentes nesta profundidade (1.500 metros), consistia em jogar no vazamento uma mistura de água e de materiais sólidos.

A BP, que explorava uma plataforma que afundou no dia 22 de abril e causou a catástrofe, também injetou destroços para facilitar o trabalho de contenção.

O petróleo se espalhou pelo golfo a um ritmo de 2 a 3 milhões de litros por dia depois do naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, segundo especialistas a serviço do governo americano.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu "continuar fazendo tudo o que for necessário para que os americanos e seus meios de vida fiquem a salvo do vazamento".

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