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01/06/2009 - 12h03

Bolsas europeias fecham em leve queda com temores sobre bancos

PARIS, 1 Jun 2010 (AFP) -As bolsas europeias fecharam em leve queda nesta terça-feira devido a temores sobre a recuperação econômica e a saúde dos bancos europeus. O ritmo da baixa foi reduzido no final da sessão com a divulgação de dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos.

A Bolsa de Paris fechou com perdas de 0,13%, com o índice CAC 40 a 3.503,08 pontos, recuperando quase totalmente as perdas da manhã, graças em parte a bons indicadores sobre a vitalidade da indústria americana, apesar de o mercado permanecer bastante volátil.

Em Londres, o mercado era afetado pela queda das ações do grupo petroleiro BP, depois do fracasso, durante o fim de semana, de sua nova tentativa de frear o vazamento de petróleo no Golfo do México. Como as bolsas de Londres e Nova York permaneceram fechadas na segunda-feira, feriado no Reino Unido e nos Estados Unidos, a sessão desta terça-feira foi a primeira sofrer impacto desse anúncio.

A Bolsa de Londres encerrou o dia com perdas de 0,49%, sendo que o índice Footsie 100 teve baixa de 25,13 pontos, para 5.163,3 pontos, em relação à sexta-feira.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt foi uma das exceções e encerrou com leve alta de 0,28%, para 5.981,27 pontos, beneficiando-se do indicador tranqüilizador sobre a indústria americana.

A Bolsa de Madri continua sofrendo as consequências do rebaixamento por parte da agência de classificação de risco Fitch da nota de sua dívida soberana. O índice Ibex-35 dos principais papéis da Bolsa de Madri perdeu 59,7 pontos (0,64%) e ficou em 9.299,7 pontos no final da sessão.

Os principais bancos espanhóis, Santander (-1,48%, 8,20 euros) e BBVA (-1,43%, 8,39 euros), perderam, assim como a petroleira Repsol (-0,51%, 16,49 euros). Por outro lado, o líder das telecomunicações, Telefônica, encerrou com ganhos de 0,29% (15,61 euros), longe da companhia aérea Ibéria, que liderou as altas com 4,20% (2,33 euros).

"A zona do euro continua recebendo mais má notícias", declarou à AFP o analista da IG Index, David Jones.

Uma delas foi a publicação na segunda-feira do relatório semestral do Banco Central Europeu (BCE) sobre a estabilidade financeira, na qual a instituição estima que os bancos da zona do euro poderão ter de contabilizar novas depreciações de ativos no valor de 195 bilhões de euros antes do fim de 2011.

Além disso, a taxa de desemprego da zona do euro aumentou um décimo em abril na comparação com março, ficando em 10,1% da população ativa, o que supõe um novo recorde desde a criação em 1999 desse grupo integrado atualmente por 16 países, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira.

Na Ásia, Tóquio encerrou em baixa de 0,58% e Hong Kong, de 1,36%.

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