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10/06/2009 - 15h20

Tesouro desiste de impor teto salarial nos bancos

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WASHINGTON, EUA, 10 Jun 2009 (AFP) - O secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, enumerou nesta quarta-feira alguns "grandes princípios" para reger a política de remuneração nos bancos, e desistiu de impor através de lei um teto salarial nas instituições financeiras.

"Não vamos editar regras" de cumprimento obrigatório para a indústria financeira, pois "isso seria ineficiente", declarou Geithner durante uma entrevista coletiva em Washington, ao lado da presidente do órgão de regulação dos mercados financeiros (Securities Exchange Comission, SEC), Mary Schapiro, e do governador do Banco Central Daniel Tarullo.

"Quero ser bem claro sobre o que não fazemos: não limitamos os salários, e não apresentamos fórmula específica sobre a forma como as empresas deveriam estabelecer sua política de remuneração", destacou Geithner em comunicado.

Assim, o Tesouro, que tinha anunciado há alguns meses a intenção de intervir na política de remuneração dos bancos, se limitou a enumerar uma série de princípios mais "transparentes e responsáveis" para as instituições financeiras.

Desde que assumiu o comando do Tesouro, no fim de janeiro, Geithner reiterou diversas vezes que a prática de remuneração dos bancos, sobretudo o pagamento de bônus mirabolantes no fim do ano, foi uma das principais causas da crise.

Ainda em maio, ele disse que o governo americano queria modificar profundamente a política de remuneração praticada pelos bancos.

Os "grandes princípios" enunciados pelo Tesouro, que podem "evoluir com o tempo", defendem que a política de remuneração na indústria financeira "recompense adequadamente os resultados obtidos" e seja "estruturada para levar em conta" o risco no longo prazo.

O Tesouro também recomendou que seja reexaminada a prática dos bônus.

A Casa Branca anunciou a criação de um cargo de "supervisor especial", que poderá vetar planos de remuneração considerados "excessivos ou inapropriados" nas empresas que receberam uma "assistência excepcional" do Estado.

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