! Banco Mundial prevê queda de 3% do PIB mundial este ano - 11/06/2009 - AFP - Economia
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11/06/2009 - 15h28

Banco Mundial prevê queda de 3% do PIB mundial este ano

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WASHINGTON, EUA, 11 Jun 2009 (AFP) - O Banco Mundial (Bird) anunciou nesta quinta-feira que o PIB (Produto Interno Bruto) mundial deve recuar 3% em 2009, com "perspectivas cada vez mais sombrias para as economias em desenvolvimento".

A previsão coincide com a Cúpula do G8 dos países industrializados, sexta-feira e sábado na Itália.

A previsão anterior, publicada em março, era de uma baixa de 1,75% do PIB do planeta.

"A economia mundial deve recuar este ano mais do que o previsto anteriormente, e os países pobres vão continuar sendo duramente atingidos pelas múltiplas ondas de tensões econômicas", afirmou, em comunicado, o presidente da instituição multilateral, Robert Zoellick.

"A maioria dos países em desenvolvimento também vem enfrentando perspectivas cada vez mais sombrias, a menos que a tendência de suas exportações, de envios de remessas de seus emigrantes e dos investimentos estrangeiros se inverta até o fim de 2010", declarou.

O Bird indicou ainda que o crescimento deve voltar no decorrer do ano 2010", mas que o "ritmo da retomada é incerto".

Além disso, os pobres em inúmeros países em desenvolvimento continuarão a ser atingidos por efeitos secundários, na medida em que eles têm menos meios de se proteger.

"As fragilidades e os riscos subsistem. As economias industrializadas parecem se contrair a um ritmo menos elevado, mas os efeitos da crise mundial se espalham pelo mundo e têm sempre consequências devastadoras sobre os países em desenvolvimento", explicou Zoellick em entrevista à imprensa por telefone.

Segundo ele, a mensagem que envia ao G8 e aos países ricos e emergentes do G20 é sobre "a necessidade absoluta de continuar dando apoio financeiro aos países pobres, começando pelos mais frágeis".

"A Europa Central e a Europa do Leste e a Ásia Central foram particularmente afetadas, mas a crise atinge todas as regiões", acrescentou.

A situação dos países "frágeis", que enfrentam conflitos civis ou uma guerra (como o Haiti, a Libéria e o Afeganistão) preocupa particularmente o Banco Mundial.

"Nestas economias, observamos o aumento da taxa de desemprego, em particular entre os jovens. Estes países já têm índices de pobreza muito mais elevados que outros países pobres, e há um risco de desestabilização, e até de retorno aos conflitos", advertiu Zoellick.

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