! Preços agrícolas mundiais vão evoluir em alta até 2018 (OCDE-FAO) - 17/06/2009 - AFP - Economia
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17/06/2009 - 14h33

Preços agrícolas mundiais vão evoluir em alta até 2018 (OCDE-FAO)

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PARIS, França, 17 Jun 2009 (AFP) - Os preços agrícolas mundiais vão evoluir em alta durante os próximos dez anos sem que cheguem ao pico alcançado durante a crise alimentar de 2006-2008, indicaram a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e a Agência da Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em seu informe anual sobre as Perspectivas Agrícolas publicado nesta quarta-feira.

Este ano, os preços agrícolas mundiais prosseguem em níveis elevados mas sem repetir a escalada de entre 2006 e 2008, o que foi motivo de protestos sociais em diferentes partes do mundo.

"A persistente desaceleração da economia mundial freará os preços dos produtos básicos nos próximos 2 ou 3 anos, periodo depois do que, com a recuperação econômica, deverão voltar a subir", destaca o informe, o que beneficiaria países com um setor agrícola forte, entre eles os da América Latina.

Durante os próximos dez anos, os preços de vegetais (cereais, açúcar...) devem aumentar entre 10% e 20% em termos reais em relação à média de 1997-2006, enquanto que os das carnes se estabilizará, destaca o estudo.

Para 2018, o preço dos produtos lácteos deverá ser "levemente" mais elevado que durante o período 1997-2006.

"Mas, apesar das importantes consequências da crise mundial e da recessão econômica em todos os setores, os especialistas citam uma melhoria relativa da agricultura.

O aumento de 40% da produção agrícola mundial para 2018 não parece ser "irrealista" desde que forem feitos os investimentos necessárias, enfrentando-se alguns riscos "importantes", entre eles o que diz respeito a recursos hídricos, afirmam as duas organizações.

O informe adverte sobre os riscos de "estresse hídrico" vinculado à mudança climática (inundações, secas...) quando o setor agrícola já utiliza 44% do total de água consumida nos países da OCDE e mais de 60% em outros países.

As duas instituições destacam a urgência de "garantir a segurança alimentar" num momento em que quase um bilhão de pessoas ainda passam fome no mundo.

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