! Crise levará 60 milhões de asiáticos à pobreza - 18/06/2009 - AFP - Economia
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18/06/2009 - 11h50

Crise levará 60 milhões de asiáticos à pobreza

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SEUL, Coreia do Sul, 18 Jun 2009 (AFP) - Para a Ásia, a crise econômica global representa ainda uma crise social, com uma estimativa de quase 60 milhões de pessoas que passarão a ser consideradas pobres em consequência da queda do crescimento, afirmou o diretor geral do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

"As consequências sociais da crise econômica são muito graves", afirmou Rajat M. Nag.

"Esta é nossa principal preocupação", acrescentou o diretor geral do BAD.

Segundo Nag, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) estimada em 3% entre 2008 e 2009 nos países em desenvolvimento da Ásia - excluindo Japão, Austrália e Nova Zelândia - levará 60 milhões de pessoas à pobreza.

Outras 10 milhões sofrerão desnutrição e 56.000 crianças menores de cinco anos morrerão.

O diretor do BAD fez os comentários à margem do Fórum Econômico Mundial para o Leste Asiático, onde os participantes concordaram que a região deve equilibrar o modelo de crescimento orientado para a exportação para superar a queda da demanda nos mercados do Ocidente.

Atualmente os países em desenvolvimento da Ásia exportam 60% de seus produtos para o Japão, a Eurozona e os Estados Unidos.

"O modelo de desenvolvimento orientado para a exportaçao nos últimos 50 anos, que foi muito útil para a Ásia e achamos que era adequado, agora tem que ser revisado", afirma Nag.

Para o funcionário do BAD, a Ásia deve incentivar o consumo - algo importante para reduzir a pobreza - poupando menos e gastando mais.

Nag também acredita que é preciso incentivar o setor dos serviços. Atualmente, os serviços na Ásia são de difícil acesso por causa das medidas protecionistas.

Ele também pediu uma integração maior na Ásia dos setores do meio ambiente e de infraestruturas.

O crescimento dos países emergentes da Ásia registrou 6,3% em 2008. Para este ano, o BAD prognostica um crescimento de 3,4% para voltar a registrar 6% em 2010. "Acreditamos que o pior já passou", concluiu Nag.

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