! Lula e Sarkozy defendem "dimensão social da globalização" - 06/07/2009 - AFP - Economia
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06/07/2009 - 19h11

Lula e Sarkozy defendem "dimensão social da globalização"

PARIS, França, 6 Jul 2009 (AFP) - Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy, concordaram sobre o fato de que "além da economia e do sistema financeiro", é preciso agora "dar uma atenção prioritária à dimensão social da globalização" para enfrentar a crise.

Os dois dirigentes fizeram uma declaração comum que será publicada nesta terça-feira pelos jornais Libération e Folha de São Paulo.

"Pobreza e exclusão social agravam a instabilidade do sistema internacional. Chegou a hora de dar uma atenção prioritária à dimensão social da globalização", afirmaram.

"Em todos os lugares do mundo, os trabalhadores afetados pela crise econômica pedem mais justiça e mais segurança. Eles têm que ser ouvidos. As organizações internacionais têm de levar em conta os efeitos sociais da crise atual. O papel da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na governança econômica mundial precisar ser reforçado de forma significativa", prosseguiram.

Lula e Sarkozy também pediram "uma ampla reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas", com o objetivo de "edificar uma ordem internacional mais equilibrada e solidária".

Na opinião deles, "os grandes países emergentes de cada região, como o Brasil e a Índia" devem desempenhar um papel "mais importante" no Conselho, com "uma representação mais justa da África e dos grandes financiadores do sistema das Nações Unidas, como o Japão e a Alemanha".

"As instituições financeiras internacionais como o FMI e o Banco Mundial têm de dar mais espaço às economias emergentes dinâmicas em seu processo de decisão", afirmaram.

"Brasil e França querem propor ao mundo sua visão comum de um novo multilateralismo adaptado ao mundo multipolar que é o nosso. Temos que formar, com outros chefes de Estado e de governo, uma 'Aliança pela Mudança' para concretizar esta visão de uma ordem mundial mais democrática, mais solidária e mais justa", pediram, também.

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