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15/07/2009 - 19h27

Paraguai condiciona reforma do Parlasul à criação de um tribunal regional

ASSUNÇÃO, Paraguai, 15 Jul 2009 (AFP) - O Paraguai condiciona seu aval ao critério de proporcionalidade atenuada para as eleições de futuros representantes dos países no Parlamento do Mercosul (Parlasul) - defendida pelo Brasil- ao funcionamento de um tribunal de justiça do bloco, destacaram fontes da chancelaria paraguaia nesta quarta-feira.

O Parlamento do Mercosul havia aprovado em abril um acordo político que permitiria o estabelecimento do critério de proporcionalidade para as eleições de futuros representantes dos países do bloco. Os dois países mais populosos - Argentina e Brasil - teriam, assim, suas bancadas ampliadas, embora em duas etapas. Hoje, todos os países do bloco têm 18 parlamentares. A nova regra aumenta, assim, esse número para Brasil e Argentina.

A fórmula aprovada em abril ainda depende da ratificação dos presidentes.

Segundo o porta-voz paraguaio, Oscar Rodríguez, o "Brasil propõe o critério de proporcionalidade do Parlasul mas não quer aceitar a criação de um tribunal de justiça". O funcionário falou sobre o assunto depois de reunião com o presidente Fernando Lugo e com a equipe organizadora da próxima cúpula do Mercosul.

O tribunal de justiça do bloco é aspiração do Paraguai e do Uruguai, os parceiros menores, que reclamam abusos dos dois grandes com a imposição de travas tarifárias a seus produtos.

Uma cúpula de presidentes do bloco acontecerá nos dias 23 e 24 de julho no prédio de convenções da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), nas imediações do aeroporto internacional de Assunção.

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