! Pandemia de gripe suína pode causar deflação no mundo, diz estudo - 17/07/2009 - AFP - Economia
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17/07/2009 - 11h39

Pandemia de gripe suína pode causar deflação no mundo, diz estudo

LONDRES, 17 Jul 2009 (AFP) - A pandemia de gripe suína pode fazer com que o Reino Unido e o resto do mundo entrem definitivamente em deflação, freando a frágil recuperação das economias, que passam pela pior crise desde a década de 30, segundo um estudo da entidade britânica Oxford Economics publicado nesta sexta-feira.

"Existe um risco significativo de que a pandemia provoque uma série de mudanças desfavoráveis de comportamento que conduzam à deflação", indica o relatório.


"Um surto de gripe suína no outono, justamente no momento em que a economia começa a se recuperar da crise, ameaçaria os já fragilizados negócios e aumentaria a pressão sobre os mercados financeiros e balanços fiscais. Isto poderia gerar um círculo vicioso que adiaria a recuperação por mais dois anos", alerta o texto.

O estudo, que se baseia na experiência de pandemias recentes como a SARS na Ásia em 2003, afirma que neste momento o impacto social e econômico do vírus A (H1N1) ainda é "muito pequeno", mas que "se as taxas de contágio aumentarem muito, devemos esperar custos importantes".

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que nesta sexta-feira disse que se absteria de uma contagem exaustiva dos casos da nova gripe, considera que o vírus está se propagando a uma velocidade "sem precedentes", embora seu último balanço oficial contabilize menos de 100.000 casos, com apenas 429 mortes.

Segundo o estudo da Oxford Economics, uma pandemia afetaria a economia através da oferta e da demanda - a primeira principalmente, porque os trabalhadores não poderão trabalhar - e a segunda porque os temores de contaminação fariam com que muita gente deixasse de consumir e viajar.

"A queda do Produto Interno Bruto (PIB) em seis meses de pandemia pode chegar a 5% na Grã-Bretanha", onde a previsão para 2009 já é de crescimento negativo, destaca o estudo, cujos cálculos foram feitos com base em uma projeção de 30% da taxa de contágio da doença e em um índice de mortalidade de 0,4%.

Na quinta-feira, o principal assessor do governo para assuntos de saúde, Liam Dinaldson, disse em Londres que um terço da população britânica (cerca de 20 milhões de pessoas) pode ser afetado pelo vírus no próximo inverno (no hemisfério Norte), e estimou que, na pior dos cenários, o número de vítimas fatais pode chegar a 65.000.

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