! Petróleo dispara em NY graças a indicadores e dólar - 31/07/2009 - AFP - Economia
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31/07/2009 - 16h51

Petróleo dispara em NY graças a indicadores e dólar

NOVA YORK, EUA, 31 Jul 2009 (AFP) - Os preços do petróleo aumentaram significativamente nesta sexta-feira em Nova York, sob a impulsão de indicadores melhores do que o previsto nos Estados Unidos, animadores para a evolução da demanda, e de um forte enfraquecimento do dólar.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de 'light sweet' para entrega em setembro aumentou 2,51 dólares em relação ao fechamento de quinta-feira, encerrando a 69,45 dólares.

Assim, os preços estão voltando a se aproximar dos 70 dólares, encostando nos números registrados no fim do mês de junho (69,89 dólares).

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhou 1,59 dólar, fechando a 71,70 dólares.

"O mercado foi impressionante", da PFG Best Research.

No início da sessão, os operadores reagiram negativamente aos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de ouro negro. O PIB registrou uma contração de 1% no segundo trimestre, em ritmo anual.

Este recuo até foi menor do que o previsto, mas os números do trimestre anterior foram corrigidos para mostrar uma redução da atividade mais marcada do que se pensava até então.

Contudo, o mercado escolheu em seguida se focalizar no aspecto positivo destes números, até porque o outro indicador do dia, sobre a atividade industrial na região de Chicago (norte dos EUA), teve uma alta maior do que o esperado, explicou Flynn.

Em outra consequência destas estatísticas econômicas, "o dólar foi massacrado", observou o analista. A queda da moeda americana torna mais atrativas as matérias-primas vendidas em dólar para os compradores que possuem outras divisas.

Com investidores cada vez mais otimistas sobre a iminência de uma recuperação econômica e, portanto, do consumo de energia, a preocupação com a situação atual da demanda, que continua em baixa, e com os estoques de petróleo americano, que continuam em alta, perdeu importância.

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