! Primeiro-ministro promete retomada econômica do Japão até 2011 - 31/07/2009 - AFP - Economia
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31/07/2009 - 09h01

Primeiro-ministro promete retomada econômica do Japão até 2011

TÓQUIO, Japão, 31 Jul 2009 (AFP) - O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, prometeu nesta sexta-feira aumentar o crescimento anual do Japão a 2% até março de 2011 e levar a renda per capita dos japoneses ao primeiro lugar do ranking mundial em 10 anos.

Ao apresentar à imprensa o programa de seu partido, o Partido Liberal Democrata (PLD-droite), em vista das eleições legislativas de 30 de agosto, Aso destacou que seu partido sabe governar, diferentemente da oposição.

"Eu insisto em nossa capacidade de assumir responsabilidades. Promessas de campanha devem se apoiar sobre bases e ser consistentes, para que possam ser realizadas. Isso é o que nos diferencia dos outros partidos", disse, em um ataque dirigido a seu principal rival, o Partido Democrata do Japão (PDJ-centro), dado como favorito nas pesquisas, mas que nunca esteve no poder.

"Na segunda metade do ano fiscal 2010, vamos atingir um crescimento anual de 2%", disse o primeiro-ministro. O ano fiscal 2010 começará em 1º de abril de 2010 e terminará em 31 de março de 2011.

Aso anunciou que em três anos, o governo conservador vai garantir um aumento da atividade de 40.000 bilhões de ienes (296 bilhões de euros) e gerar dois milhões de empregos. "Daqui a 2011, vamos levar a taxa de desemprego a seu nível de antes da recessão", prometeu.

A taxa de desemprego no Japão estava antes da crise em torno de 4% e está agora em 5.4%, ou seja, seu mais alto nível em seis anos, com 3,48 milhões de desempregados.

Atualmente, no mais baixo patamar nas pesquisas, Aso tenta seduzir os quase 30% dos eleitores que dizem ainda hesitar entre os conservadores, no poder no Japão há mais de meio século, e a oposição que se comprometeu a criar um novo Japão.

Ele promete desta forma a gratuidade das creches e jardim da infância, a isenção dos gastos de escolaridade no colégio e na universidade para as famílias modestas e a elevação da renda de todas as famílias nos 10 próximos anos.

"Vamos aumentar a renda anual disponível por família de um milhão de ienes (aproximadamente 7.500 euros) em 10 anos, e elevar a renda per capita do Japão ao primeiro lugar dos rankings mundiais", disse à imprensa.

Em política externa, Aso reafirmou sua vontade de manter a missão da marinha japonesa no Oceano Índico, em apoio à coalizão internacional que luta no Afeganistão.

O PLD quer ainda a adoção de uma lei que autorize o governo a enviar soldados para o estrangeiro sem ter de pedir toda vez a aprovação do Parlamento.

O líder do PDJ, Yukio Hatoyama, favorito ao cargo de primeiro-ministro, anunciou que, em caso de vitória, ela poria fim à missão no Oceano Índico.

Em termos de meio ambiente, o PLD de Aso anunciou que vai multiplicar por 20 a produção de energia solar daqui a 2020 e por 40 daqui a 2030. Ele reafirmou seu objetivo de redução de 8% das emissões de gás de efeito estufa em 2020 em relação a seu nível de 1990, contra um objetivo mais ambicioso de 25% da oposição.

Os conservadores do PLD consideram ilusório o financiamento do generoso programa eleitoral do PDJ, que prevê principalmente a instauração de uma alocação mensal de 26.000 ienes (200 euros) para adolescentes, a quase gratuidade do ensino escolar e o aumento do salário mínimo.

Hatoyama (PDJ) disse que estas medidas, que pode agravar em muito o orçamento do país industrializado mais endividado do mundo, serão em parte financiadas pelo corte de gastos administrativos.

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