! UBS reduz perdas, mas continua lutando contra a fuga de capitais - 04/08/2009 - AFP - Economia
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04/08/2009 - 10h42

UBS reduz perdas, mas continua lutando contra a fuga de capitais

ZURIQUE, Suíça, 4 Ago 2009 (AFP) - O UBS, maior banco suíço, anunciou nesta terça-feira ter reduzido suas perdas no segundo trimestre, mas luta contra a hemorragia de capitais, particularmente sensível nos Estados Unidos, onde a instituição enfrenta uma batalha por fraude fiscal.

"A fuga de capital vai continuar", admitiu o diretor-geral Oswald Grübel, acrescentando que é "pouco provável a tendência se inverter rapidamente".

Pouco otimista, o novo presidente do banco de Zurique afirmou que o lucro vai demorar um pouco para voltar.

"Não posso dizer a vocês quando o grupo vai voltar a ter lucro, mas o UBS antecipa que está dando grandes passos na boa direção", afirmou, em entrevista à imprensa.

As saídas líquidas de capitais, que medem a confiança dos clientes, são muito mais problemáticas do que a recuperação do balanço.

O grupo anunciou assim sem grande surpresa uma nova perda líquida de 1,4 bilhão de francos suíços (916,5 milhões de euros), conforme as previsões dos analistas, contra um resultado negativo de 1,975 bilhão no primeiro trimestre.

O banco de negócios, principal responsável do envolvimento do banco nos "subprime", reduziu suas perdas (antes de impostos) a 1,8 bilhão, contra 3,1 bilhões no trimestre anterior.

A gestão do ativo realizou um lucro de 82 milhões, após uma perda de 59 milhões entre janeiro e março.

Mas a gestão da fortuna, coração das atividades do banco, sofreu particularmente desdobramentos judiciais nos Estados Unidos, onde o UBS é perseguido por ter ajudado ricos americanos a escapar ao fisco.

O lucro da gestão da fortuna no nível internacional (fora das Américas), assim como na Suíça, recuou 13%, para 932 milhões no segundo trimestre. O braço "Américas" do setor registrou perdas de 221 milhões, contra 35 milhões no trimestre precedente.

Apesar de o banco estar tentando um acordo definitivo nos EUA, este episódio pesa particularmente sobre a reputação do banco.

"O efeito será positivo, quando este assunto for resolvido", disse Grübel, admitindo que por enquanto o banco está sofrendo particularmente nos EUA (com este litígio) e com a perda de reputação.

Prova desta perda de confiança, a fuga de capitais aumentou para 39,5 bilhões neste período, bastante acima das previsões dos analistas consultados pela agência AWP, de um saída de 28,2 bilhões.

O banco, que sofreu ano passado, uma perda de 20,9 bilhões, calculou que a situação nos mercados melhorou de forma regular no segundo trimestre, com a alta dos preços dos ativos, mas de um modo geral preferiu se manter "prudente".

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