! Fannie Mae sofre prejuízo de US$ 14,8 bi - 06/08/2009 - AFP - Economia
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06/08/2009 - 22h29

Fannie Mae sofre prejuízo de US$ 14,8 bi

WASHINGTON, EUA, 6 Ago 2009 (AFP) - O organismo americano de refinanciamento imobiliário Fannie Mae, já socorrido pelo governo dos Estados Unidos, sofreu um prejuízo de 14,8 bilhões de dólares no segundo trimestre, o que o obrigou nesta quinta-feira a pedir uma ajuda adicional de 10,7 bilhões a Washington.

A perda por ação foi de 2,67 dólares no segundo trimestre, após queda de 4,09 dólares nos primeiros três meses.

O prejuízo foi provocado por um esforço colossal, de 18,8 bilhões de dólares, destinado a amortizar os créditos hipotecários não pagos e a difícil situação que persiste no mercado imobiliário.

Fannie Mae, que foi posta no outono (boreal) sob a tutela do Estado para evitar a falência, já havia registrado um prejuízo de 23,2 bilhões de dólares no trimestre anterior, destaca o comunicado.

A tutela do Estado, também aplicada a outro gigante hipotecário, Freddie Mac, ocorreu após a falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, o que deflagrou a atual crise financeira mundial.

Fannie Mae advertiu hoje que a fatura final será ainda mais pesada: "devido às tendências atuais nos mercados financeiros e imobiliários, esperamos uma situação deficitária no futuro e teremos que obter mais fundos adicionais do Tesouro".

Para agravar a situação, Fannie Mae deverá reintegrar a suas contas, a partir de 1º de janeiro, uma "parte substancial" de seus créditos podres, até agora colocados fora do balanço da empresa.

Segundo o jornal Washington Post, o governo americano estuda dividir Fannie Mae em duas empresas: um banco "saudável", que retome as atividades tradicionais de refinanciamento, e um banco "ruim", encarregado de administrar os créditos podres.

Liberados de seus créditos podres, Fannie Mae e Freddie Mac poderiam contribuir para aliviar um mercado de crédito ainda fragilizado.

Após colocar "Fannie e Freddie" sob tutela, o Tesouro americano abriu uma linha de crédito de 200 bilhões de dólares para cada um.

Desde o início do ano, Fannie Mae já utilizou 45,9 bilhões de dólares desta linha: 16,2 bi em fevereiro, 19 bi em maio e agora 10,7 bi.

O custo do resgate do organismo hipotecário para os cofres públicos supera assim o dos grandes bancos comerciais, como Citigroup e Bank of America, que tragaram 45 bi cada um.

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