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10/08/2009 - 10h45

Excedente comercial chinês dispara em julho

PEQUIM, 10 Ago 2010 (AFP) -O excedente comercial chinês disparou em julho, ao se aproximar de 28,7 bilhões de dólares, anunciou o governo de Pequim, o que pode provocar novas pressões dos parceiros comerciais para que a China permita uma valorização do iuane.

Os números divulgados nesta terça-feira pelas aduanas chinesas mostram que as exportações, de aparelhos de televisão a roupas, não sofreram com a crise da dívida soberana na Europa nem com a fragilidade da reativação econômica nos Estados Unidos.

O excedente comercial da China no mês passado superou em 43% os US$ 20,02 bilhões de junho e foi o maior registrado desde janeiro de 2009. Os dados são muito superiores às expectativas dos analistas, que calculavam um excedente de 20 bilhões de dólares.

A situação mudou de forma radical desde o mês de março, quando a China registrou pela primeira vez em seis anos um déficit mensal de seu comércio exterior.

O volume das exportações chinesas cresceu 38,1% em ritmo anual em julho, a 145,52 bilhões de dólares.

No entanto, o aumento foi inferior ao do mês anterior, quando as exportaciones cresceram 43,9% na comparação com o nível de 12 meses antes.

O volume das importações aumentou 22,7% na comparação com julho de 2009, a US$ 116,79 bilhões.

A China espera uma desaceleração do ritmo de crescimento de suas exportações durante o resto do ano, em consequência das incertezas em relação às grandes economias ocidentais.

Esta perspectiva deve estimular as autoridades chinesas no sentido de reforçar seu controle cambiário do yuan, temendo que a apreciação da moeda castigue as exportações.

No entanto, a alta do excedente comercial também traz novos argumentos para os países que negociam com Pequim, que acusam o governo de manter o valor da moeda a uma taxa artificialmente baixa para vender seus produtos mais baratos no exterior.

"Nos Estados Unidos, o índice de desemprego está próximo dos 10%, e as estatísticas que serão publicadas esta semana devem mostrar um enorme déficit comercial de mais de 40 bilhões de dólares", declarou o analista Brian Jackson, do Royal Bank of Canada em Hong Kong.

"Este contraste na balança comercial das duas maiores economias do mundo pode fazer aumentar a pressão de Washington sobre Pequim para que o yuan seja revalorado", acrescentou.

Em meados de junho, a China se comprometeu a deixar que o iuane oscile mais livremente em relação ao dólar, reinstaurando uma margem de flutuação de 5% em torno de um preço fixado diariamente.

Desde este anúncio, no entanto, o uuane ganhou menos de 1% em relação ao dólar. Alguns parlamentares americanos consideram que a divisa chinesa deveria ser reavaliada em 40%.

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