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17/08/2009 - 15h58

Autoridades manterão apoio à economia dos EUA apesar dos sinais de melhora

WASHINGTON, EUA, 17 Ago 2009 (AFP) - A nítida melhora da atividade industrial na região de Nova York é mais um sinal de uma certa estabilização da economia norte-americana, mas as autoridades reiteraram que permanecerão dando suporte à economia durante vários meses.

"Pela primeira vez em muito mais de um ano, a pesquisa Empire State indica que as condições das indústrias do estado de Nova York melhoraram", indica o Federal Reserve (Fed) de Nova York no comunicado no qual realiza um balance mensal da atividade industrial.

O índice Empire State foi muito mais forte do que o previsto a +12,1% em agosto, frente a -0,55% em julho, quando os analistas esperavam apenas +3,0%.

É seu nível mais alto desde novembro de 2007, um mês antes de os Estados Unidos terem entrado oficialmente em recessão.

Para Ryan Sweet, economista da Moody's Economy.com, a pesquisa do Fed de Nova York mostra que a reativação industrial "adquire potência".

Segundo outros números divulgados nesta segunda-feira pelo Departamento do Tesouro, a balança de capitais de longo prazo dos Estados Unidos foi beneficiada por uma grande afluência de capitais públicos e privados para os títulos norte-americanos, em particular os bônus do Tesouro e ações de empresas.

Para o analista Brian Bethune, economista do instituto IHS Global Insight, é um sinal de que "a demanda básica de títulos norte-americanos se mantém vigorosa", o que deverá contribuir para a reativação.

Outros indicadores divulgados recentemente mostram que a principal economia mundial não sairá de um dia para o outro de sua recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial.

O anúncio de uma nova queda nas vendas varejistas na semana passada lembrou que o consumo das famílias, do qual o crescimento da economia depende, ainda não se recuperou.

O Fed está consciente disso. Embora tenha estimado em 12 de agosto que a economia parece "estar se estabilizando", não modificou o seu dispositivo excepcional de apoio à liquidez e ao crédito, e manifestou a sua intenção de manter por um bom tempo a sua taxa de juros, de quase zero, vigente desde dezembro, para estimular a reativação.

Em sintonia com o Tesouro, o Fed anunciou nesta segunda-feira que prolongará um programa de apoio ao consumo e ao setor imobiliário até meados de 2010. Essa facilidade, que expirava no final de 2009, tem como objetivo reativar o crédito ao consumo e ao mercado imobiliário, oferecendo financiamentos vantajosos a investidores dispostos a comprar obrigações apoiadas em ativos, graças aos quais os organismos de crédito se refinanciam.

Como boa parte da reativação dependerá de como se comporta o consumo, as autoridades ainda têm com o que se preocupar: o otimismo dos consumidores voltou a cair em agosto e uma pesquisa publicada pelo jornal USA Today revela que 57% dos norte-americanos considera que o plano de reativação orçamentária impulsionado pelo presidente Barack Obama, não tem efeito algum sobre a economia, o que piora as coisas.

No momento, as famílias tendem, sobretudo, a economizar os subsídios que receberam do governo.

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