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09/09/2009 - 14h22

Zapatero anuncia polêmico aumento de impostos

MADRI, Espanha, 9 Set 2009 (AFP) - O chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou nesta quarta-feira uma alta dos impostos para 2010, medida muito criticada pela direita, em um contexto de aumento do déficit decorrente da recessão na Espanha e de desemprego recorde na Europa.

Em uma sessão plenária no Congresso dos Deputados, dedicada exclusivamente à economia, Zapatero anunciou um aumento da pressão fiscal em 2010 equivalente a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para garantir os gastos sociais e compensar o aumento do déficit.

O líder da direita, Mariano Rajoy, criticou com firmeza este projeto, calculado em 15 bilhões de euros (21,632 bilhões de dólares), considerando-o contraproducente para reativar uma economia quase parada e que não vem dando sinais de recuperação como na Alemanha e na França.

"O aumento dos impostos vai gerar mais crises, mais desemprego e não solucionará o déficit porque não há aumento de impostos capazes de tapar o buraco que criou", disse o chefe da oposição a Zapatero.

O presidente do Partido Popular (PP) propôs ao Governo um pacto para racionalizar o conjunto do gasto público".

O discurso de Zapatero é esperado com impaciência após as recentes declarações contraditórias de seus ministros sobre as modalidades deste novo ajuste fiscal.

O chefe de Governo não revelou, entretanto, a forma como este aumento será aplicado, limitando-se a dizer que não afetará as rendas do trabalho.

Ele explicou que as medidas concretas serão detalhadas no próximo projeto de lei de orçamentos para 2010, "os mais austeros dos últimos anos", marcados por uma redução do gasto de 4,5% em relação a 2009.

O governo considerou cortar, ao menos parcialmente, a devolução anual de 400 euros sobre o imposto de renda para todas as famílias durante a campanha legislativa de 2008 e aumentar o imposto de renda sobre capital.

Zapatero havia feito da queda dos impostos e do aumento das prestações sociais os eixos de sua política econômica ao chegada ao poder em 2004, auge da Espanha.

Mas com a profunda recessão no país desde finais de 2008, o duplo efeito devastador da explosão da bolha imobiliária e a crise financeira internacional, foi obrigado a mudar de ideia.

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