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14/09/2009 - 11h40

Cronologia da crise financeira que abalou os mercados do planeta

PARIS, 14 Set 2009 (AFP) - A seguir as principais datas da crise dos créditos hipotecários de risco ("subprime") que acabou se convertendo numa crise financeira planetária e num desafio político para os governos do mundo todo.

- Fevereiro de 2007: os créditos hipotecários insolventes nos Estados Unidos se multiplicam e provocam as primeiras concordatas e falências de bancos especializados do setor.

- Junho: o banco nova-iorquino Bear Stearns anuncia o colapso de dois de seus fundos especulativos em função dos "subprimes".

- Agosto: as bolsas caem diante dos riscos de contágio da crise. Os bancos centrais, entre eles o Federal Reserve americano (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE), intervêm para conceder mais liquidez aos mercados.

- 14 de setembro: o Banco da Inglaterra (BoE) salva o Northern Rock, o quinto banco de empréstimos imobiliários na Grã-Bretanha, ameaçado de falência por correntistas que fazem fila em suas agências para retirar seu dinheiro.

- Outubro/dezembro: vários grandes bancos anunciam importantes desvalorizações de ativos.

- 22 de janeiro de 2008: o Fed baixa reduz sua taxa básica em três quartos de ponto, a 3,50%; a amplitude da redução é excepcional.

- 17 de fevereiro: o governo britânico nacionaliza o agonizante Northen Rock.

- 11 de março: os bancos centrais conjugam novamente seus esforços para aliviar o mercado de crédito.

- 16 de março: o gigante norte-americano JPMorgan compra o banco de investimentos Bear Stearns pela soma irrisória de 236 milhões de dólares, com ajuda do Fed. O preço de compra seria quintuplicado uma semana mais tarde.

- Julho-agosto de 2008: o Tesouro americano anuncia um plano de resgate dos grupos de refinanciamento hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae e oferece garantias de até 100 bilhões de dólares para as dívida de cada uma dessas instituições.

- 7 de setembro: o Tesouro coloca sob tutela os gigantes do crédito hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae a fim de que possam reestruturar suas finanças, garantindo sua dívida de 200 bilhões de dólares.

- 12 de setembro: enquanto busca captar fundos nos mercados, a ação do banco Lehman Brothers cai 13,5% na Bolsa de Nova York. Seu valor bursátil cai 90% em um ano.

- 15 de setembro: o banco de investimento americano Lehman Brothers se declara em concordata. Seu concorrente Merrill Lynch é vendido de emergência para o Bank of America por 50 bilhões de dólares.

Dez bancos internacionais criam um fundo de emergência de 70 bilhões de dólares para atender a suas necessidades mais urgentes. O Fed aceita receber dos bancos os títulos considerados de risco em troca de dinheiro fresco, enquanto outros bancos centrais abrem suas válvulas de crédito.

Todas essas medidas não impedem uma forte queda das bolsas mundiais.

- 16 de setembro: o Fed e o governo americano nacionalizam de fato o grupo de seguros American International Group (AIG), ameaçado de falência, concedendo-lhe um crédito de 85 bilhões de dólares em troca de 79,9% de seu capital.

- 18 de setembro: o banco britânico Lloyd TSB compra seu concorrente HBOS, ameaçado de falência. O Fed eleva o total de suas operações de "swap" com outros bancos centrais a 180 bilhões de dólares.

As autoridades americanas anunciam que prepararão um plano para sanear os bancos de seus ativos podres.

- 19 de setembro: as bolsas mundiais disparam depois do anúncio do plano de resgate americano.

- 21 de setembro: o secretário do Tesouro americano comunica os primeiros detalhes do plano e começam as negociações entre o governo republicano e o Congresso democrata para aprová-lo.

- 22 de setembro: o Fed anuncia ter aceitado a proposta que transforma os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley em holdings, que perdem sua condição de banco de investimento e, além de poder atender como banco comercial a correntistas, terão acesso à janela de crédito federal.

23 de setembro: As discussões da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, são dominadas pela crise financeira. Os mercados financeiros ficam mais preocupados com as dúvidas em torno do plano americano.

26 de setembro: as ações do banco belgo-holandês Fortis afundam devido às dúvidas sobre sua dissolução. Nos Estados Unidos, o banco JPMorgan assume o controle de seu concorrente Washington Mutual com a ajuda das autoridades federais.

28 de setembro: Chega-se a um acordo no Congresso americano sobre a votação do plano de salvação do governo. Na Europa, o Fortis foi resgatado pelas autoridades belgas, holandesas e luxemburguesas. Na Grã-Bretanha, o banco Bradford and Bingley é nacionalizado.

29 de setembro: A Câmara dos Representantes americana rejeita o plano de salvação. Wall Street registra forte queda. Anteriormente, as praças européias também haviam desmoronado, enquanto que as taxas interbancárias continuavam a subir, impedindo que os bancos se refinanciassem.

Antes da rejeição do plano, o banco americano Citigroup havia anunciado que assumiria o controle de sua concorrente Wachovia com a ajuda das autoridades federais.

30 setembro: É a vez do banco Dexia ser nacionalizado pelas autoridades francesas e belgas.

1o. outubro: o Senado americano adota a segunda versão do pacote econômico, que ainda precisa ser examinado e votado pela Câmara de Representantes. Os quatro países europeus do G7 (Alemanha, França, Grã-Breatnha e Itália) tentam chegar a um acordo sobre os meios para evitar a propagação da crise financeira na Europa.

3 outubro: o Congresso finalmente aprova o plano de resgate do sistema bancário. O Citigroup, que desistiu da compra do Wachovia, ganha uma verba de 25 bilhões.

10 outubro: os ministros do G7, reunidos em Washington, assumem o compromisso de impedir a quebra dos bancos importantes.

15 novembro: os dirigentes de 20 países industrializados e emergentes se comprometem em Washington a dar uma resposta conjunta à crise.

17 novembro: Vikram Pandit, diretor-geral do Citigroup, anuncia um novo plano social que prevê a supressão de mais de 50.000 postos de trabalho, além das cerca de 23.000 supressões decididas no total desde o fim de 2007.

23 novembro: as autoridades anunciam um plano de apoio a Citigroup, que inclui uma garantia de mais de 300 bilhões de dólares sobre seus ativos em troca de uma participação do capital.

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