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17/09/2009 - 16h59

BP começa a cimentar poço danificado no Golfo do México

WASHINGTON, 17 Set 2010 (AFP) -A BP começou a bombear cimento, esta sexta-feira, para o poço danificado no Golfo do México, no estágio final de um procedimento que deverá selar definitivamente, no fim de semana, o duto acidentado, informou a gigante petrolífera britânica.

"O procedimento de bombeamento começou às 13h30 (15h30 de Brasília) e espera-se que demore algumas horas", disse à AFP uma porta-voz da BP.

Mais cedo, a companhia havia informado que após concluídos os procedimentos para cimentar o poço, "procedimentos padrão de tamponamento e abandono do duto auxiliar" por onde é injetado o cimento prosseguirão antes do selamento definitivo, previsto para o sábado.

Segundo a BP, testes demonstraram que nenhum combustível ou cimento foi detectado na interseção entre os dois poços, e que o plano de injetar concreto para reforçar o selamento poderia continuar.

Depois de vários atrasos causados por condições meteorológicas, o poço auxiliar finalmente interceptou o duto da BP, situado 4 km abaixo do leito marinho.

Nenhum petróleo vazou para no Golfo desde julho, quando lama e cimento foram injetados, da superfície, no poço e uma cápsula foi posicionada sobre a boca do poço.

Mas a BP e o governo do presidente Barack Obama insistiram na necessidade de que os poços auxiliares dessem uma solução permanente, e em reassegurar os americanos de que o poço danificado da BP nunca mais represente uma ameaça.

Estima-se que 4,9 milhões de barris de petróleo tenham vazado para o mar através do poço danificado, situado em frente à costa da Luisiana, que se rompeu após uma explosão, em 20 de abril, na plataforma Deepwater Horizon, matando 11 trabalhadores.

Foram necessários 87 dias para conter o vazamento, e centenas de quilômetros de costa, do Texas à Flórida, foram afetadas no pior desastre ambiental dos Estados Unidos, que devastou tanto os ecossistemas locais, quanto as indústrias locais, predominantemente pesqueira e turística.

Assim que a BP conseguir, finalmente, declarar o poço selado, a companhia poderá concentrar esforços na restauração ambiental e econômica da costa americana do Golfo.

A maior parte do petróleo que vazou para o mar se dispersou, dissolveu, foi queimada ou retirada da superfície do mar, mas alguns cientistas alertam que o impacto total só será conhecido em décadas.

A BP já gastou US$ 8 bilhões tentando controlar o desastre e as previsões são de que a gigante petrolífera ainda terá que desembolsar outros US$ 32,2 bilhões para responder ao desastre.
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