! Investidores respondem bem à lei de exploração do pré-sal, diz presidente da Petrobras - 17/09/2009 - AFP - Economia
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17/09/2009 - 10h27

Investidores respondem bem à lei de exploração do pré-sal, diz presidente da Petrobras

PARIS, França, 17 Set 2009 (AFP) - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta quinta-feira em Paris que está recebendo uma "boa resposta" dos investidores em sua viagem internacional para explicar a lei sobre a exploração da camada pré-sal no Brasil, atualmente debatida no Congresso.

"A Petrobras é uma companhia muito reconhecida e tem uma boa relação com as petroleiras privadas", afirmou em entrevista à imprensa na capital francesa.

Gabrielli, que já foi para Nova York e Boston e vai para Londres amanhã (sexta-feira), reconheceu que os investidores têm algumas dúvidas sobre a nova regulação. Para isto, a Petrobras está tentando demonstrar a grande oportunidade deste momento para fornecedores e investidores.

Em uma das maiores descobertas em décadas, o Brasil encontrou, em 2007, reservas potenciais de entre 50 bilhões e 100 bilhões de barris na camada pré-sal do leito submarino, a 7.000 metros de profundidade, que podem tornar o país um dos maiores produtores e exportadores do mundo.

Para regular a exploração, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto que concede um mínimo de 30% da operação em todas as concessões do pré-sal a Petrobras (controlada pelo Estado) e cria uma nova estatal (Petro-Sal) para administrar as áreas e os contratos.

Segundo o jornal britânico Financial Times, o projeto brasileiro não foi bem recebido pela indústria petroleira, que teme que isto afaste o investimento privado necessário para iniciar a produção comercial destas reservas em 2015.

O presidente da Petrobras afirmou que a Petro-Sal supervisionará as operações da Petrobras para minimizar os custos e aumentar a margem de lucro.

Gabrielli admitiu que existe uma controvérsia no Brasil, mas por outro lado não há nenhuma batalha no Parlamento. Segundo ele, existe uma discussão sobre os detalhes e, principalmente, sobre a distribuição de royalties e taxas.

Gabrielli acrescentou que se reuniu na quarta-feira com o presidente da companhia francesa Total, Christophe de Margerie, para falar sobre a possibilidade de um acordo de cooperação.

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