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22/09/2009 - 12h39

Crescimento maior da Ásia pode ajudar economia mundial

HONG KONG, Hong Kong, 22 Set 2009 (AFP) - O Banco Asiático do Desenvolvimento (BAsD) aumentou nesta terça-feira sua previsão de crescimento para a Ásia e disse que as economias da região podem contribuir para tirar a economia mundial da recessão.

O BAsD elevou para 3,9% sua previsão de crescimento da Ásia para 2009, contra os 3,4% previstos inicialmente em março, e atribuiu este aumento aos planos de reativação impulsionados pelos governos.

"Apesar do ambiente econômico mundial que se deteriora, as economias asiáticas em desenvolvimento devem contribuir para tirar a economia mundial de sua desaceleração", destacou Jong-Wha Lee, economista chefe do BAsD.

O BAsD, que exclui o Japão de seus cálculos, também revisou para cima suas previsões de crescimento para a Ásia em 2010, dos 6% anunciados em março para 6,4%.

O banco asiático, no entanto, alertou que os sinais de reativação não são fortes o suficiente para pôr fim aos planos governamentais de estímulo das economias.

"Apesar da melhora das perspectivas, os países asiáticos em desenvolvimento não devem se mostrar satisfeitos. Uma desaceleração econômica mundial prolongada ou uma retirada precipitada dos planes de reativação pode prejudicar a recuperação regional", acrescentou o especialista.

Para a China, o BAsD anunciou um aumento de 7% para 8,2% de sua previsão de crescimento para 2009, evocando os efeitos positivos do plano de reativação da terceira economia mundial.

"As políticas orçamentárias e monetárias expansionistas atenuaram o impacto da recessão mundial sobre a economia", ressaltou o organismo.

A economia chinesa registrou um crescimento de 7,9% no segundo trimestre, após os 6,1% alcançados no primeiro, apoiado pelo plano de reativação lançado pelo governo no final de 2008.

As previsões também foram revistas para cima na Índia, que deve crescer 6% em 2009 - contra os 5% anunciados em março - e 7% em 2010 - contra os 6,5% previstos inicialmente.

A única exceção é a economia da Coreia do Sul, que deve se contrair, embora em um ritmo menos forte do que o calculado a princípio graças à intervenção do Estado.

Hong Kong, Cingapura e Taiwan, todas economias dependentes dos mercados de exportação, devem amargar crescimento negativo em 2009, segundo o banco asiático.

As previsões do BAsD cobrem todas as economias asiáticas em desenvolvimento, além das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central e dos pequenos Estados do Pacífico, mas não incluem as economias desenvolvidas como o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia.

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