! Pittsburgh reforça sua segurança para conter manifestações anti-G20 - 23/09/2009 - AFP - Economia
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23/09/2009 - 10h42

Pittsburgh reforça sua segurança para conter manifestações anti-G20

PITTSBURGH, EUA, 23 Set 2009 (AFP) - A cidade de Pittsburgh, sede da reunião do G20 que acontece nesta quinta e sexta-feira, reforçou sua segurança com a chegada de milhares de agentes da polícia, enquanto os grupos antiglobalização e pacifistas organizam protestos para o encontro dos líderes mais poderosos do mundo.

Estes grupos planejam se manifestar contra "a maneira antidemocrática como o G20 toma as decisões que afetam os mais de 6 bilhões de habitantes do planeta", segundo os principais movimentos.

Durante a reunião dos líderes mundiais na cidade americana, conhecida pela forte indústria siderúrgica, o prefeito Luke Ravenstahl, de 29 anos, disse que não quer correr riscos, apesar de acreditar que as manifestações sejam pacíficas.

Ravenstahl espera que Pittsburgh mostre sua nova cara, depois de uma grande operação para revitalizar a cidade, conhecida pela poluição de suas fábricas, transformando-a em uma sede da economia ecológia cheia de jovens profissionais.

O temor dos moradores e das autoridades é que os protestos degenerem em distúrbios (como os que aconteceram em Seattle, em 1999, durante a conferência da OMC) e atrapalhem o G20.

"Espero que consigam manter os manifestantes sob controle, e que não se repita o que ocorreu em Seattle", disse a moradora Nancy Provil.

Ravenstahl anunciou que os grupos contrários ao G20 poderão exercer seu direito constitucional à liberdade de expressão e assembleia, mas só terão acesso a uma área estritamente delimitada foram do local onde os governantes se reunirão.

O prefeito incrementou as forças de segurança locais com 4.000 agentes bem treinados da Polícia federal (FBI).

"Sabemos que alguns indivíduos tentarão prejudicar nossa cidade", indicou o diretor de segurança pública de Pittsburgh, Michael Huss.

O custo deste reforço ficará em 18 milhões de dólares.

Enquanto as autoridades se preparam para receber os líderes do G20, os grupos de oposição fazem o mesmo.

Na semana passada, um deles organizou jornadas de preparação, chamadas de "Mass Action 101", com estudantes.

"Não se trata de pedir que façam isso ou aquilo, e sim de ver como é participar da mobilização", explicou à AFP Patrick Young, do grupo anarquista POG.

"Há perguntas sobre o que uma pessoa quer fazer e como quer participar, e que tipo de preparação é necessária anter de ir a uma grande manifestação", acrescentou.

Os grupos de ativistas dos arredores de Pittsburgh também se organizam para receber milhares de pessoas de todo o mundo, que irão à cidade para participar da mobilização anti-G20.

Além disso, o Projeto de Resistência de Pittsburgh ao G20 (PGRP, na sigla em inglês) criou contas na plataforma online Twitter e um portal na internet, onde os ativistas podem encontrar informações como locais para almoçar na cidade e dados sobre pessoas presas nos protestos.

Estão previstas pelo menos quatro grandes manifestações em Pittsburgh antes e durante a cúpula. A primeira será a "Marcha pelo Emprego", no domingo.

Na quarta-feira, véspera da reunião, os movimentos trabalhistas e de defesa do meio ambiente organizarão um show, para o qual são esperadas 10.000 pessoas, segundo Young.

No dia seguinte, na abertura do G20, acredita-se que pelo menos mil pessoas marchem para o local onde acontecerá a reunião, em um protesto organizado pelo PGRP.

Para a sexta-feira, dia de encerramento da cúpula, está marcada a principal manifestação.

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