! Suíça é retirada da lista 'cinza' de paraísos fiscais, mas segue sob pressão - 25/09/2009 - AFP - Economia
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25/09/2009 - 14h05

Suíça é retirada da lista 'cinza' de paraísos fiscais, mas segue sob pressão

ZURIQUE, Suíça, 25 Set 2009 (AFP) - A Suíça foi retirada oficialmente nesta sexta-feira da lista "cinza" de paraísos fiscais, cinco meses depois de ter sido incluída nesta pela OCDE, mas a Confederação Helvética não pode respirar aliviada, já que a pressão sobre seu sigilo bancário permanece.

A Suíça, que cultivou durante décadas uma imagem de estabilidade, foi duramente atingida nos últimos doze meses pela crise financeira, pela polêmica envolvendo o banco USB e pelos ataques de todo tipo contra seu sigilo bancário.

Mas o anúncio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) de que os suíços estão a partir desta sexta-feira na lista "branca" dos países que cumprem seus compromissos em termos de cooperação fiscal provocou um alívio nesta praça financeira, que depende amplamente de uma clientela internacional abastada.

"Uma praça financeira precisa da confiança de sua clientela, mas essa confiança foi questionada pelo caso USB nos Estados Unidos, o que provocou incerteza nos clientes estrangeiros", considerou o especialista Peter Viktor Kunz, professor de Direito Econômico da Universidade de Berna.

Mas a solução do caso UBS, que escapou de um processo nos Estados Unidos ao fornecer os nomes de 4.450 clientes suspeitos de terem evadido o fisco norte-americano, e a decisão da OCDE vão "tranquilizar os clientes e restabelecer o fluxo de novos capitais", previu.

A Suíça, que administra cerca de 2 bilhões de dólares em bens estrangeiros, fez concessões importantes sobre seu sigilo bancário ao decidir seguir as normas da OCDE e assinar 12 acordos de troca de informações fiscais.

A Confederação Helvética, no entanto, continua assegurando que seu sigilo bancário está intacto.

Mas se a Suíça parece ter evitado o pior, o problema não está completamente solucionado.

Neste sentido, o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, advertiu que a organização vai "vigiar a aplicação efetiva" dos acordos em questão.

E alguns países como a França continuam exercendo pressão, ao reforçar a caça a pessoas que esconderam suas fortunas na Suíça.

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